Desemprego


Desemprego recua, mas ainda há 12,2 mi fora do mercado de trabalho

Geração de empregos do trimestre encerrado novembro, segundo o IBGE, foi puxada pela contratação de temporários no período eleitoral e para as promoções da Black Friday

O comércio na Black Friday foi um dos principais contratantes no período estudado pela Pnad Contínua do IBGE
O comércio na Black Friday foi um dos principais contratantes no período estudado pela Pnad Contínua do IBGE | Foto: Ione Moreno

Brasília - O desemprego no Brasil registrou queda de 11,6% no trimestre encerrado em novembro. A geração de 1,108 milhão de vagas no mercado de trabalho no período foi ajudada pela contratação de temporários para as eleições e para o período de promoções da Black Friday no comércio, contou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (28), pelo IBGE.

Em termos de contingente, o desemprego ainda atinge 12,2 milhões de brasileiros, uma redução de 3,9% (queda de 501 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior e de 2,9% (menos 364 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2017.

No trimestre até novembro, o setor de Outros serviços registrou abertura de 202 mil vagas, o que inclui as atividades voltadas ao embelezamento e as contratações de cabos eleitorais, enquanto o segmento de Informação, comunicação e atividades financeiras absorveu mais 281 mil trabalhadores, incluindo os envolvidos na confecção de pesquisas eleitorais. 

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"O resultado (da taxa de desemprego) tem efeito de eleições em outubro e de Black Friday em novembro", disse Azeredo. "É muito provável que seja (vínculo de trabalho) informal. É contrato que é feito com a pessoa que realiza o trabalho e pronto, temporário. A carteira assinada não mostra nenhum resquício de aumento". "

Cimar Azeredo,, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O comércio, que costuma reforçar o quadro de funcionários na reta final do ano, contratou 266 mil trabalhadores no trimestre até novembro ante o trimestre até agosto. A construção criou 140 mil vagas no período.

Os demais setores com geração de vagas foram administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde (+256 mil vagas), alojamento e alimentação (+163 mil) e transporte, armazenagem e correio (+44 mil vagas).

Por outro lado, houve corte de pessoal na indústria (-102 mil), agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-92 mil) e nos serviços domésticos (-41 mil empregos). A taxa de desemprego saiu de 12,1% no trimestre até agosto para 11,6% no trimestre até novembro. 

A população ocupada subiu para 93,189 milhões. Para Azeredo, a geração de vagas é uma notícia interessante, positiva e favorável, porque o mercado de trabalho "se movimenta de alguma forma".

Geração de vagas

No entanto, a geração de vagas é sazonal, uma característica de fim de ano, e praticamente todos os novos trabalhadores foram para a informalidade. "Essas pessoas não têm nenhum tipo de garantia. Se elas perderem emprego, ficam sem amparo algum", ressaltou o coordenador do IBGE.

O total de pessoas atuando sem carteira assinada no setor privado desceu ao menor patamar da série, 32,962 milhões no trimestre até novembro.

O porcentual de trabalhadores ocupados contribuindo para a Previdência desceu a 63,0%, o menor patamar desde o trimestre encerrado em agosto de 2013.

"A informalidade é uma forma de sobrevivência, mas tem um prejuízo muito grande para a sociedade no curto, médio e longo prazos. Essas pessoas não estão contribuindo para a Previdência. Essa informalidade hoje que está sustentando o mercado (de trabalho) é a informalidade de rua, informalidade de ambulante. É muito prejudicial.

A carteira de trabalho assinada tem papel muito importante na vida do brasileiro, é como um passaporte para a cidadania", concluiu Azeredo.

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