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    Governo Bolsonaro


    Seminário aponta necessidade de nova estratégia para defesa da ZFM

    Outra tese a se defender no Congresso é que vivemos uma oportunidade única na atual gestão do Ministério Infraestrutura para a superação das dificuldades logísticas do Amazonas, como a conclusão da rodovia BR 319

    Uma das mudanças de paradigma no discurso em defesa da Zona Franca de Manaus será mostrar ao Brasil que a ZFM, hoje, é um modelo complementar da política industrial nacional | Foto: Divulgação

    Manaus - Uma iniciativa inédita de alinhamento de discurso entre os setores empresariais e os parlamentares que tomam posse no próximo dia 1 de fevereiro pode marcar uma mudança de paradigma em relação à estratégia de defesa do Polo Industrial de Manaus.

    Em um momento em que o governo federal aponta para uma postura liberal, que exigirá um aprofundado conhecimento técnico acerca da Zona Franca de Manaus, o deputado federal eleito, Marcelo Ramos (PR), solicitou ao presidente em exercício Fieam, Nelson Azevedo, o espaço junto à entidade para um seminário técnico sobre o modelo.

    “A ideia foi realizar um nivelamento da bancada e conhecer os dados mais atuais acerca da ZFM e, com isso, atualizar e unificar os discursos. No entanto, com os estudos que foram apresentados aqui, o que está se desenhando é um novo paradigma de defesa de Zona Franca”, disse Marcelo, um dos parlamentares presentes ao seminário.

    Para Nelson Azevedo, em muitos anos à frente da Federação das Indústrias do Amazonas, nunca houve um interesse tão grande dos representantes do estado no Congresso em aprofundar as discussões em relação à sobrevivência e expansão do nosso modelo econômico. “Recebemos com muita confiança esta sugestão do deputado federal Marcelo Ramos e convidamos toda a bancada para partilhar novas estratégias”, disse.

    Zona Franca gera empregos no Brasil – Uma das mudanças de paradigma no discurso em defesa da Zona Franca de Manaus será mostrar ao Brasil que a ZFM, hoje, é um modelo complementar da política industrial nacional, uma vez que compra mais de 60% dos seus insumos industrias de outros Estados, e representa apenas 8% de toda a renúncia fiscal do país. “O Amazonas é o 13º Estado que mais arrecada impostos federais, o que mostra que nosso modelo serve ao Amazonas, mas serve sobretudo ao Brasil”, revela Marcelo Ramos. 

    De acordo com estudos do Superintendente de Planejamento da Suframa, Doutor em Sustentabilidade, Marcelo Pereira, levando em conta que a ZFM compra a maioria dos seus componentes de outros estados do país, tem-se a conta de mais de 760 mil postos de trabalho gerados fora do Amazonas, em vários estados, principalmente São Paulo. “Ou seja, é o fim do enfrentamento com a bancada de São Paulo para buscar integrar os parlamentares paulistas à defesa da ZFM”, argumentou Pereira.  

    Outra tese a se defender no Congresso é que vivemos uma oportunidade única na atual gestão do Ministério Infraestrutura para a superação das dificuldades logísticas do Amazonas, como a conclusão da rodovia BR 319, a construção de um porto público, que regule o mercado, e nas melhorias no transporte aéreo. “Tarcísio Gomes, atual ministro, foi morador de Manaus e é sensível à importância de integração do Amazonas ao restante do país, aproximando distâncias e reduzindo os custos de produção do Polo Industrial de Manaus”, lembrou Ramos.

    *Com informações da assessoria.

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