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    Economia


    Cesta básica em Manaus compromete poder de compra em 48,37%

    Com o novo preço, os produtos básicos fecharam com alta de 16,71% - foto: Joel Rosa
     
     
     
    O preço da cesta básica apresentou o maior percentual de alta na série histórica de janeiro calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Manaus, fechando em R$ 301,73 contra R$ 258,52 em igual mês do ano passado.
    Com o novo preço divulgado nesta quarta-feira (6), a cidade passa a figurar entre as sete das 18 capitais com maior valor em janeiro.
    De acordo com os dados do Dieese, a farinha de mandioca (22,59%), arroz (9,71%), tomate (9,21%), banana (3,41%), café (3,37%), óleo (2,96%), carne bovina (2,01%), leite (1,82%) e açúcar (0,57%) foram os produtos que mais contribuíram para a escalada dos preços.
    Na contramão, os itens que tiveram redução de valores foram o feijão (3%), pão francês (1,26%) e manteiga (0,47%).
    “Muitos fatores contribuíram para essa nova alta. A farinha, por exemplo, acumula alta de 138,99% nos últimos 12 meses na capital amazonense, influenciada por redução na produtividade agrícola e questões climáticas. Os outros produtos estão no mesmo patamar de influências sazonais e climáticas”, explicou a economista do Dieese, Alessandra Cadamuro.
    Com o aumento da cesta básica, o poder de compra do consumidor em Manaus que recebe um salário mínimo (R$ 623,76) fica mais achatado, uma vez que compromete 48,37% de seu rendimento líquido após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária, com a aquisição dos alimentos básicos.