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    Cheias


    Enchente atinge produção de frutas e hortaliças em municípios do AM

    A Defesa Civil emitiu sinal de alerta para municípios das calhas do Alto Solimões, Juruá, Madeira, do Purus. A previsão é que de uma grande cheia, trazendo prejuízo para o setor primário do Estado

    Produção de frutas e hortaliças já estão sendo atingidas pela enchente
    Produção de frutas e hortaliças já estão sendo atingidas pela enchente | Foto: Arquivo/EmTempo

    Dos 61 municípios do interior do Amazonas, 24 já enfrentam problema com a cheia dos rios este ano. Os primeiros prejuízos no setor primário do Amazonas começam a ser sentidos na produção de frutas, hortaliças e malvas. Os pecuaristas também começam a transferir para terra firme a criação de bovinos, para evitar danos maiores.

    De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), até agora, os municípios mais afetados estão concentrados nas calhas dos rios Solimões e Purus.

    De acordo com o Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), órgão da Defesa Civil do Amazonas, no final da semana passada foi emitido sinal de alerta para os municípios de Canutama, Lábrea, Tapauá e Beruri (Calha do Purur) e Guajará, Eirunepé, Ipixuna e Itamaraty (Calha do Juruá).

    O sinal de atenção foi emitido para os municípios de Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte (Calha do Alçto Solimões), Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré e Borba (Calha do Madeira), Coari, Fonte Boa, Tefé e Jutaí (Calha do Médio Solimões) e Parintins, Barreirinha, Urucará e Boa Vista do Ramos (Calha do Baixo Amazonas).

    “É uma situação muito preocupante”, definiu o presidente da Faea, Muni Lourenço. Segundo ele, as notícias que se tem até agora é de que a enchente deste ano será acima do normal, trazendo prejuízo para todo o setor primário do Estado e para a economia do Amazonas, já que a produção de alguns setores ficará seriamente comprometida com a subida das águas.

    Plantação agricultura cultivo agricultor
    Plantação agricultura cultivo agricultor | Foto: Marcio Melo

    Por enquanto, os mais atingidos com a enchente são os produtores de frutas, com plantações na área de várzea, produtores de mandiocas e produtores de malva. O presidente da Federação de Agricultura, alega, no entanto, que somente a partir de março poderá ser traçado um parâmetro das possíveis perdas na produção do setor primário.

    É a partir de março que o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam) deve começar a fazer o levantamento sobre as áreas atingidas pela enchente fazer os cálculos das possíveis perdas no setor.

    Mas a avaliação é que as perdas devem ser acima das registradas no ano passado, já que existe a previsão de uma grande cheia este ano. No sinal de alerta emitido na semana passada, o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, tenente-coronel Francisco Máximo, disse que naquele momento não era possível prever se a enchente deste a ano será maior que dos anos anteriores.

    Mas segundo ele, existe ama grande probabilidade de ser uma grande enchente, devido a subida dos rios e à postura em que esses rios se encontram. Ele disse, ainda, que as calhas do Alto Solimões, Juruá, Madeira, do Purus, já apresentavam na semana passada níveis bem elevados, se forem consideradas a última marca histórica de enchente no Amazonas.

    “Isso nos remete a uma preocupação, que nos traz a necessidade de fazermos um planejamento e buscarmos as alternativas viáveis para atender as possíveis necessidades dos municípios”, destacou o secretário da Defesa Civil do Amazonas.

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