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    Empregos


    Emprego no AM volta a registrar saldo positivo em maio

    A criação de empregos com carteira assinada no Amazonas teve um saldo positivo de 1.062 empregos, impulsionado pela indústria de transformação, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

    Manaus - A criação de empregos com carteira assinada no Amazonas teve um saldo positivo de 1.062 empregos, impulsionado pela indústria de transformação, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia.

    O indicador que mede a diferença entre contratações e demissões, registrou no quinto mês do ano o total de 11.661 admissões contra 10.599 desligamentos. 

    Desta vez, influenciado por um maior volume de contrações do setor de serviços, o acumulado do ano registrou um saldo positivo de 3.305, no confronto de 60.089 admissões contra 56.784 desligamentos.

    Também puxado pelo maior volume de contratações do setor de serviços, o acumulado dos últimos 12 meses, obteve um saldo positivo é de 10.450 postos de trabalho formais, diante das 142.995 admissões, sobre as 132.545 demissões. 

    É o primeiro saldo positivo dos meses de maio, acima de 1 mil postos de trabalho desde 2011, conforme dados do Caged, quando a média do mês era de quase 3 mil vagas formais, de acordo com a série histórica iniciada em 2004.

    No ano passado, o Caged registrou no mês de maio um saldo negativo de menos 1.211 postos de trabalho. Até o momento o pior ano da série histórica foi 2015, com menos 4.758 vagas, no auge da recessão econômica. 

    Apesar de, nos indicadores acumulados o setor de serviços registrar os melhores resultados, nos números de maio ele é apenas o quarto de oito setores estudados pelo Caged, mas ele ainda é o primeiro em volume de contratações e demissões.

    Enquanto a indústria de transformação obteve um saldo de 463 empregos formais, no confronto de 2.878 admissões contra 2.442 desligamentos, os serviços registraram um saldo de apenas 163 empregos, diante de 4.527 contratações contra 4.364 demissões.

    País

    Nacionalmente, a criação de empregos com carteira assinada teve saldo positivo em maio, com a criação de 32.140 vagas. O saldo positivo em maio foi resultado de 1.347.304 admissões contra 1.315.164 desligamentos ocorridos no período. 

    De acordo com o Ministério da Economia, é o terceiro ano seguido em que o mês de maio apresenta saldo positivo, apesar de uma ligeira queda no volume total de novas vagas na comparação com o mesmo mês nos anos de 2017 (34,2 mil) e 2018 (33,6 mil).

    Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, o resultado do mês está em sintonia com o desempenho da economia, mas ainda abaixo do desejado.

    "A geração de emprego está em linha com o que a economia vem demonstrando, da mesma forma que, nos últimos anos, o crescimento não foi tão grande quanto se gostaria", afirmou Dalcolmo. Apesar de a criação de empregos ter diminuído no mês passado, na comparação com anos anteriores, ele não vê tendência de queda. "Não há tendência nem de subida, nem de descida [na geração de empregos]. Significa uma economia que está um pouco em compasso de espera, a ser definido por outros pontos importantes como a reforma da Previdência", disse. 

    No acumulado do ano, foram criados no País mais 351.063 postos de trabalho, o que elevou para 38,761 milhões o estoque de empregos formais no país. É o maior estoque desde 2016, quando o Caged registrou 38,783 milhões de empregados com carteira assinada. 

    Destaques: café e laranja

    O crescimento do número de vagas no Brasil, em maio, foi impulsionado pela agropecuária, setor que registrou, sozinho, a abertura de 37.373 empregos. O cultivo do café e da laranja responde pela maior parte das contratações, cerca de 33 mil. Também aparecem com destaque atividades de apoio à agricultura e a criação de bovinos. 

    "Esse resultado se explica também, como nos outros anos, pelo bom desempenho de café e laranja. São empregos que têm importância sazonal nesse mês, especialmente em Minas Gerais e em São Paulo", explica o subsecretário de Políticas Públicas e Relações de Trabalho do Ministério da Economia, Matheus Stivali. 

    Construção civil

    Na construção civil, foram abertos 8.459 empregos, principalmente em obras de construção de rodovias e ferrovias, projetos para geração e distribuição de energia elétrica e instalações elétricas. Em seguida, aparece o setor de serviços, com saldo positivo de 2.533 novas vagas, destaque para serviços médicos e odontológicos, ensino, comercialização e administração de imóveis e instituições de crédito e seguros. Administração pública (1.004) e extração mineral (627) também registraram resultado positivo.  

    Comércio

    No comércio, tanto varejista quanto atacadista, porém, houve mais demissões do que contratações, com o fechamento de 11.305 postos de trabalho. Em seguida, aparece a indústria de transformação, que fechou 6.136 empregos. Segundo Stivali, o resultado no comércio explica -se pelo fechamento de duas grandes empresas de terceirização em São Paulo, que demitiram um grande número de empregados.