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    Economia


    Comércio de Manaus emprega mão de obra estrangeira ilegal

    Os universitários de outros países recebem, em média, R$ 400 por mês – foto: Alberto César

    Em busca do sonho de permanecer no Brasil, obter a dupla cidadania e ganhar um dinheiro extra, universitários estrangeiros sem permissão de trabalho encontram no emprego ilegal, em Manaus, uma saída para suas necessidades econômicas.

    Favorecidos por alguns fatores como a facilidade para a contratação, a conivência de empresários e a falta de fiscalização dos órgãos competentes, o comércio do Centro é a principal rota de escolha dos estudantes que imigraram para a capital amazonense.

    Geralmente, eles são acolhidos como ‘estagiários’ mesmo sem o visto federal necessário que os manteriam no mercado com seguridade social e os direitos de um trabalhador legalizado.

    Os universitários explicaram ao EM TEMPO que, apesar de terem concordado com a regra de não trabalhar no Brasil, o emprego ilegal foi a forma encontrada para ajudar nas despesas com a faculdade, uma vez que o dinheiro enviado pela família quase sempre não é suficiente para suprir os gastos em Manaus.

    O estudante equatoriano Paul*, 22, que trabalha há quatro anos numa grande loja de departamentos da cidade, afirma que o custo de vida na capital amazonense é um fator proibitivo a qualquer pessoa permanecer na cidade sem um ganho extra.

    Por sua vez, o estudante marfinense Ngaw*, 20, que atua como analista numa empresa de variedades destaca que o mercado local não é tão aberto aos trabalhadores estrangeiros como aparenta ser.

    Segundo o universitário, apesar da falta de mão de obra qualificada, as empresas têm dado preferência aos brasileiros na hora da disputa por uma vaga no mercado formal.

    Os universitários de outros países recebem, em média, R$ 400 por mês, mas não souberam precisar como esse valor é declarado pelas empresas no fim do mês.

    Entre os estrangeiros encontrados trabalhando ilegalmente no comércio de Manaus, há pessoas da Costa do Marfim, Colômbia, Equador, Guiné-Bissau, Haiti e até mesmo da Alemanha.

    *Nomes fictícios