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    Protesto


    Auditores Fiscais promovem Dia do Luto nesta quarta em Manaus

    O objetivo das manifestações é fazer frente às investidas contra o trabalho da Receita Federal e da classe por parte do governo federal

    | Foto: Reprodução

    Manaus - A Delegacia Sindical no Amazonas, do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil do Amazonas (Sindifisco-AM), promoverá nesta quarta (21), às 10h30, manifestação alusiva ao Dia Nacional do Luto, em defesa da Receita Federal e dos Auditores-Fiscais. O ato será realizado no Complexo Fazendário da Receita Federal do Brasil, na Avenida Danilo Matos Areosa, número 1530, Distrito Industrial.  

    A orientação é para que os Auditores-Fiscais trabalhem e participem do protesto usando roupas pretas ou qualquer outro adereço preto, como lenços e tarjas, em sinal de luto.

    O objetivo das manifestações é fazer frente às investidas contra o trabalho da Receita Federal e da classe. 

    De acordo com o presidente da Delegacia Sindical, André Montibeller, de forma recorrente, o órgão vem sendo atacado como instituição e, ao mesmo tempo, impedido de cumprir sua função precípua: fiscalizar dentro da lei e dos princípios republicanos. Representantes do governo federal, parlamentares, ministros do TCU e da Suprema Corte têm atacado um dos órgãos fundamentais à manutenção do Estado brasileiro e ao combate à corrupção. 

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    É um dia de protesto contra uma série de práticas que tem vindo tanto do Poder Executivo, quando do Congresso Nacional, mas também do Tribunal de Contas da União (TCU) e principalmente do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de atrapalhar as ações de combate a corrupção. Entre essas coisas, no caso do STF, eles decidiram recentemente que a Receita não pode investigar ilícitos praticados por ministros da corte suprema. "

    André Montibeller, Presidente da Delegacia Sindical,

    O presidente do Sindifisco-AM apontou que outro ataque partiu do TCU, com o questionamento contra a remuneração a tentativa de reduzir a nossa remuneração, mas os auditores fiscais questionam principalmente a criação da Lei do Abuso de Autoridade que não afeta somente a Receita, mas todos os órgãos de combate a corrupção no Brasil. 

    Outro ponto questionado é a intromissão do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a nomeação de cargos técnicos na Receita Federal. “É natural que o presidente decida quem será o secretário, mas não que ele nomeie algum em cargo técnico. O governo federal queria nomear o delegado do Porto de Itaguaí, mais isso gerou um desgaste. Quando a interferência começa a mexer em funções técnicas, isso prejudica a independência do órgão”, disse André Montibeller.