Fonte: OpenWeather

    Comércio


    Vendas do comércio crescem 0,2% no Amazonas, segundo IBGE

    Lojistas se mantém otimistas para o último trimestre do ano

    Mês de agosto apresentou crescimento de 12,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. | Foto: Lucas Silva

    Manaus - O comércio amazonense registrou no mês de agosto, aumento de 0,2% em comparação ao mês de julho. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 12,2%. O comércio ampliado, que abrange veículos, peças para autos e materiais de construção, teve queda de 0,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio publicada  nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    O presidente da Câmara Dirigente dos Lojistas (CDL), Ralph Assayag informou que o comércio de fato vem crescendo, mas não com dados exorbitantes, como os 12% divulgados pelo IBGE. Na CDL foi registrado crescimento de 2,8% nas vendas do primeiro semestre, o que já foi bem significativo. "Esperamos crescer mais no segundo semestre", disse Ralph. 

    Ainda segundo a CDL, o primeiro semestre registrou 22 novas lojas inauguradas e 2,6 mil novas contratações. A expectativas é que até o fim do ano sejam contratadas 3 mil pessoas. Entre os setores que mais se destacaram, a CDL cita o ramo de confecções, supermercados (que teve aumento de 3,5%), atacarejos (comércios de atacado e varejo) e veículos (este com média de crescimento de 3,10%). 

    Previsão é que até o fim do ano 3 mil pessoas sejam contratadas no comércio amazonense.
    Previsão é que até o fim do ano 3 mil pessoas sejam contratadas no comércio amazonense. | Foto: Luis Henrique Oliveira

    Aderson Frota, presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM) também é otimista quanto ao fim do ano. "Acredito que a nossa economia neste último trimestre do ano vai melhorar e muito, e pode até ser que nós tenhamos um ano com percentual de crescimento acima das expectativas.  Já ouvi gente falando em 3,5%", afirmou. 

    O titular da Fecomércio ressaltou que nós estamos vivenciando o quinto ano de crise econômica brasileira e que o Amazonas foi um dos últimos a entrar nesta má fase. Consequentemente, seremos um dos últimos a se recuperar. "Como o Brasil é muito grande, as coisas não acontecem na mesma intensidade e de forma igual em todas as regiões", complementou.

    Apenas disso, como o Sul e Sudeste do país têm mostrado uma retomada da economia, com comércio contratando e vendendo mais, a previsão é que a estabilidade chegue logo por aqui também. 

    Datas do comércio 

    O Dia das Crianças é a terceira melhor data comercial, atrás apenas do Natal e Dia das Mães.  O presidente da Fecomércio-AM estima que os lojistas vivenciem alta nas vendas com estas datas que se aproximam (Dia das Crianças e Natal) e com a Black Friday. 

    "O comércio já está contratando, ainda temos alguns entraves como a taxa de juros que está muito alta e negativando as pessoas, mas eu acredito que vamos finalizar 2019 muito melhor que 2018", afirmou Aderson. "A taxa de empregos está mostrando que a economia está aos poucos se desenvolvendo de forma consistente", complementou. 

    Neste fim de ano, a Fecomércio acredita que os setores que mais irão lucrar serão o de alimentos, confecções, presentes e eletroeletrônicos. 

    Gastar no máximo R$ 300

    A assessora parlamentar, Lia dos Santos, 24, comenta que de fato comprou mais este ano do que no anterior. A previsão é que gaste no máximo R$300 neste fim de ano, com roupas e na ceia da família. 

    "Apesar de querer gastar mais eu já penso nos gastos do início do ano. Se não frear agora e deixar uma reserva, o início do ano já começa apertado", disse Lia. 

    O auxiliar de serviços gerais, Jorge Silva, 60, confessa que tem poupado o máximo que pode. Ele pretende gastar o mínimo possível, mesmo durante o Natal. 

    Volume de Vendas

    Em agosto de 2019, o volume de vendas do varejo amazonense subiu 0,2%, frente a julho, na série com ajuste sazonal; após queda de 2,9% em julho. Na comparação com agosto de 2018, o comércio varejista no Amazonas cresceu 12,2% no mesmo mês. No acumulado do ano, o setor apresentou crescimento de 6%. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador alcançou 4,6%.

    Comparação com outras unidades da federação

    O índice de 0,2% do volume de vendas na comparação com julho, levou o setor varejista do estado a alcançar o 14ª melhor desempenho entre as 27 unidades da federação. Esse resultado foi melhor do que a média Brasil (0,1%). As maiores altas ocorreram em Piauí (11,9%), Amapá (4,3%) e no Maranhão (3,9%). As menores baixas ocorreram no Rio Grande do Sul (-7,6%), Rio de Janeiro (-2,3%) e Roraima (-2,1%).

    O crescimento acumulado de 2019, levou o setor varejista do Amazonas alcançar a 4ª posição entre as 27 unidades da federação. Além disso, esse resultado continua sendo maior do que a média nacional (1,2%). As maiores altas ocorreram no Amapá (12,3%), Santa Catarina (7,8%), e no Acre (7,4%). As maiores baixas ocorreram no Piauí (-9,1%), Paraíba (-6%) e Alagoas (-3,0%). 

    Receita Nominal

    Em agosto de 2019, a receita nominal de vendas, que em seu cálculo não considera a inflação do período, caiu 0,2% frente a julho do mesmo ano, na série com ajuste sazonal, repetindo o desempenho negativo de julho (-3,5%). No entanto, na comparação com agosto de 2018, a receita do comércio varejista no Amazonas ficou em 13,8%. No acumulado do ano, a receita apresentou crescimento de 8,1%. E no acumulado dos últimos doze meses, um crescimento de 6,6%.

    A queda de -0,2% no resultado da receita nominal das vendas do mês de agosto em comparação com julho, levou o setor varejista do estado do Amazonas a alcançar a 16ª posição entre as 27 unidades da federação. As maiores altas ocorreram em Piauí (12,7%), no Amapá (3,8%) e no Maranhão (3,4%). As maiores baixas, foram no Rio Grande do Sul (-8,6%), Rondônia (- 2,4%) e Roraima (-1,8%).

    O resultado de 8,1% de receita nominal no acumulado do ano, levou o setor varejista do estado do Amazonas a alcançar a 6ª posição entre as 27 unidades da federação. As maiores altas ocorreram em Amapá (15,6%), em Santa Catarina (11,3%) e Tocantins (9,6%). As maiores baixas ocorreram no Piauí (-5,7%) e Paraíba (-2%).

    Volume de Vendas

    O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, teve queda de 0,9% em agosto frente a julho. Em relação ao ano passado, o volume de vendas cresceu 5,2% frente a agosto de 2018. O acumulado do ano registrou resultado positivo de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O acumulado nos últimos doze meses continua positivo (5,9%) em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Receita Nominal do comércio ampliado

    A receita nominal de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, teve queda de 0,8% em agosto de 2019 frente a julho. O comércio varejista ampliado aumentou a receita nominal em 7,7% frente a agosto de 2018. Assim, o varejo ampliado acumulou 8,4% no ano. O indicador acumulado nos últimos doze meses continua positivo (8,4%).