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    Energia elétrica


    Conta de luz vai diminuir 5,96% em novembro no Amazonas

    Decisão unânime foi tomada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica ontem (29)

    A redução para os consumidores residenciais será de 5,73%; já para os industriais, a queda será de 6,40% na tarifa | Foto: Divulgação

    Manaus - A conta de energia do amazonense vai ficar mais barata a partir do dia 1 de novembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem (29) uma redução média de 5,96% nas tarifas de energia dos consumidores atendidos pela concessionária Amazonas Energia S/A. 

    Segundo a Aneel, a redução média para os consumidores atendidos em baixa tensão, que incluem alguns comércios e os consumidores residenciais, será de 5,73% e para os consumidores atendidos em alta tensão, principalmente os industriais, a queda será de 6,40%.

    A redução da tarifa foi possível porque a Aneel antecipou a quitação de um empréstimo feito em 2014. O empréstimo ajudou as distribuidoras de energia a pagar o custo extra gerado pelo uso mais intenso de termelétricas. O fim dos pagamentos desse empréstimo gerou a redução da tarifa em 5,36%.

    De acordo com o presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello, a mudança de gestão da distribuidora, que pertencia à Eletrobrás, também contribuiu para a redução da tarifa no Amazonas. "A privatização das subsidiárias da Eletrobrás em 2018 foi um grande passo, visto que a estatal arrastava dívidas vultosas e não conseguia investir em melhorias", afirma Mello. Segundo o presidente da Thymos, a redução das tarifas só não foi maior porque a empresa enfrenta dificuldades e prejuízos com perdas não técnicas, devido ao alto índice de furto de energia na região.

    Entenda

    O governo levou a leilão em dezembro de 2018 a Amazonas Energia. A disputa aconteceu na sede da B3, antiga BM&FBovespa, em São Paulo. O Consórcio Oliveira Energia Atem foi o único a apresentar proposta, e arrematou a distribuidora sem oferecer deságio. Após a compra da distribuidora de energia, o grupo Atem manteve o nome Amazonas Energia.

    Consumidores

    Para a professora Madalena Amorim, 51, a redução no valor da conta é bem-vinda, mas não é suficiente. “Ainda pagamos muito caro em energia elétrica. Para mim, tudo ficou mais caro depois da privatização da concessionária”, opina a docente. Madalena paga em média R$ 230 por mês em consumo de energia elétrica. Com as novas tarifas anunciadas, essa conta diminuiria em R$13,17, totalizando R$216,8. A professora revela também que o maior gasto em energia na casa dela vem dos aparelhos de ar condicionado. 

    Já na casa da estudante Kimberly Xavier, 24, a tarifa de energia varia de R$275 a R$300 por mês. A taxa é considerada alta pela estudante. “É caro, visto que não usamos ar-condicionado, apenas ventilador durante a noite”, diz Kimberly.

     Para economizar, Kimberly chega a desligar a geladeira durante a noite. Levando em conta o valor mínimo que a estudante paga em energia (R$275) e a redução prevista, o valor cairia para R$259,25. “Achei boa. Apesar de pequena a redução, já faz diferença no bolso de quem paga”, avalia.

    Como economizar na conta?

    Para a educadora financeira Roberta Veras, o consumidor deve estar atento aos novos valores da energia e verificar se a redução, de fato, acontecerá. “O usuário deve comparar a conta de luz de um mês com a conta do mês a partir da mudança para ver se realmente teve essa redução prometida, ver se foi colocada em prática. Se não for, reclame”, orienta.

    Roberta também aconselha que o usuário fique atento a pequenas formas de economia de energia elétrica, como diminuir o uso do ferro de passar e a frequência do abrir e fechar da geladeira, por exemplo. Apesar do valor da redução parecer pequeno, a educadora afirma que é possível usar o dinheiro que sobra em pequenos investimentos a curto ou longo prazo, de acordo com o perfil do consumidor.

    “É um valor pequeno, mas posso fazer um planejamento com esse dinheiro que estou deixando de pagar. É relativo, depende do nível econômico de cada pessoa. Com uma simples redução, a pessoa já pode guardar na poupança para um filho pequeno, por exemplo. Existem vários cenários que você pode trabalhar esse dinheiro. Depende do eu financeiro de cada um”, afirma.