Fonte: OpenWeather

    Finanças Pessoais


    Adeus, nome sujo: cinco passos para alavancar suas finanças

    Um levantamento da CNDL destaca que pessoas que se sentem mais ansiosas por causa da inadimplência é de 69%

    Insegurança, estresse, angústia, desânimo, culpa, baixa autoestima e até mesmo vergonha são outros sentimentos que a má situação financeira desperta. | Foto: Reprodução

    Manaus - Errou quem pensa que apenas o bolso é prejudicado quando não é possível pagar uma dívida. A saúde do corpo e da mente também é comprometida. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que o número de pessoas que se sentem mais ansiosas por causa da inadimplência é de 69%. Insegurança, estresse, angústia, desânimo, culpa, baixa autoestima e até mesmo vergonha são outros sentimentos que a má situação financeira desperta.

    “Boa parte dos endividados, por medo de encarar, não sabem a verdade e não conseguem sair dessa situação, deixando que se transforme em um círculo vicioso. Portanto, a orientação que sempre dou é ter ciência da real situação financeira em que se encontra. Saiba exatamente quais são as dívidas que possui, o valor de cada uma e as condições de pagamento”, afirma a educadora financeira e vice-presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Glauce Galúcio.

    Confira 5 orientações para sair dessa situação:

    1- Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir, separando as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que sofrem juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial), considerando essas como prioridade para pagamento. Antes de sair se enrolando para pagar, faça um diagnóstico financeiro, para saber como pode diminuir as despesas mensais, fazendo sobrar dinheiro para pagar as dívidas em atraso; 

    2- Anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas, pois no final do período será possível compreender de que forma, efetivamente, seu dinheiro está sendo gasto. Reflita sobre os hábitos e comportamentos que o levaram a chegar nessa situação, assim saberá o que deve mudar e quais gastos irá reduzir ou eliminar;

    3- Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;

    4- Trocar uma dívida pela outra nem sempre é a melhor alternativa. É claro que o crédito consignado, por exemplo, oferece juros baixos em comparação ao cartão de crédito, cheque especial e financiamentos, já que o pagamento é retido diretamente do salário. Justamente por isso é preciso cautela, já que para quem já está com dificuldade em administrar as finanças, ter sua renda habitual reduzida pode desencadear novos endividamentos e problemas ainda maiores, virando uma bola de neve;

    5- Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão a pessoa ter ainda mais motivos para “dar a volta por cima”. É preciso relacionar no mínimo três sonhos: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), um de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;

     Então com os números do diagnóstico financeiro em mãos, é possível conhecer a sua força de poupança após os cortes para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida.