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    Câmbio reage a declarações de Paulo Guedes e dólar atinge R$ 4,25

    Ministro da Economia disse não estar preocupado com a moeda americana acima de R$ 4,20: 'É bom se acostumar com o câmbio mais alto'

    O ministro Paulo Guedes na embaixada do Brasil em Washington | Foto: Olivier Douliery/AFP

    O dólar abriu pressionado e já subiu até máxima de R$ 4,2585 (+1,04%) no mercado à vista nesta terça-feira, 25 - nova cotação recorde-, enquanto os juros futuros chegaram a subir mais de 10 pontos-base nos prazos médios e longos. Os ativos locais reagem à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que não está preocupado com o dólar acima de R$ 4,20 e que “é bom se acostumar com o câmbio mais alto e juro mais baixo por um bom tempo”.

    Na segunda-feira o dólar fechou em nova máxima história, a R$ 4,2145, o maior valor do Plano Real. O sinal do ministro reforça a percepção do mercado de que o Banco Central pode fazer o último corte de juros em dezembro.

    O investidor deve ficar atento ao impacto do dólar na inflação. Na semana passada,o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que se o patamar da moeda americana pressionar os preços, o BC poderá atuar via política monetária e não via câmbio.

    A valorização do dólar ante o real é limitada de certa forma pelo desempenho quase lateral da moeda americana ante suas rivais no exterior, além dos sinais mistos próximos da estabilidade em relação a divisas emergentes ligadas a commodities, em meio a expectativas otimistas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

    Às 9h32, o dólar à vista desacelerava para R$ 4,2540 (+0,94%) e o dólar futuro de dezembro subia 0,59%, a R$ 4,2535, após renovar máxima em R$ 4,2595 (+0,73%).

    Na renda fixa, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 4,720%, de 4,649% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 estava em 6,04%, de 5,94%, enquanto o vencimento para janeiro de 2027 marcava 6,97%, de 6,85% no ajuste anterior.