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    Economia Verde


    Aporte de R$ 4,8 mi para startups amazônicas em 2020

    Programa de aceleração injeta R$ 4,8 mi para desenvolver startups e negócios aliados à preservação

    Chocolate Na´kau, vai saltar para patamares comerciais antes planejados para 2023 | Foto: Divulgação

    Manaus - Desenvolver a Amazônia de forma sustentável é um dos objetivos da seleção do Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) que anunciou o investimento de R$ 4,8 milhões em nove negócios de impacto nas áreas de produção de alimentos, geração de energia, extrativismo sustentável, educação ambiental, logística de transporte fluvial e plataforma de comercialização. São eles: Na Floresta, Coex Carajás, Oka Sucos, Prátika Engenharia, Tucum Brasil, Academia Amazônia Ensina, NavegAM, Manioca e Onisafra.

    De acordo com o fundador da Onisafra, Macaulay Sousa, a startup se submeteu ao processo da rodada de investimentos no qual foi uma das selecionadas para receber o recurso.

    “A nossa proposta era para investir tanto na parte de tecnologia quanto na parte comercial, além do impacto socioambiental da empresa. Em 2020 vamos distribuir os investimentos nestas áreas”, diz.

    Segundo Macaulay, a startup segue crescendo continuamente tanto na região norte e sudeste. “Precisamos acelerar este processo de crescimento. Nós mesmos nos programamos para receber este investimento na hora certa”.

    Outro startup que vai receber os recursos e a capacitação é a Na Floresta, que atua com a produção de chocolate. O proprietário, Artur Coimbra, explicou que a empresa vai utilizar o valor do financiamento na aquisição de maquinários, recursos humanos, marketing, comercial de giro e estruturação da cadeia produtiva do cacau no Amazonas.

    A Onisafra segue crescendo continuamente tanto na região norte e sudeste
    A Onisafra segue crescendo continuamente tanto na região norte e sudeste | Foto: Divulgação

    “O PPA tem sido a primeira e mais importante iniciativa focada em ampliar o desenvolvimento de empresas de impacto socioambiental amazônicas. O programa está sendo responsável diretamente pelo apoio à Na Floresta, dentre todas as instituições que se propõem a incentivar o empreendedorismo na Amazônia, o ppa é o mais assertivo”, explica.

    Coimbra explica que o chocolate Na´kau, vai saltar para patamares comerciais antes planejados para 2023. “Ganhamos três anos de evolução comercial com o apoio do ppa. Vamos profissionalizar a empresa consideravelmente com o apoio das mentorias e do programa de aceleração oferecido pelo programa” explicou.

    O valor investido nas startups é quatro vezes maior do que o investido na rodada de negócios promovida pela PPA em 2018, que contabilizou um total de R$ 1,1 milhão. Os investidores da rodada 2019 foram SITAWI, USAID, Conexsus, Fundo Vale, Instituto Humanize, FIIMP, Grupo Rede Amazônica e Althelia Funds, quase todos membros da PPA. Antes de começarem as negociações, CEOs de empresas integrantes da PPA e investidores participaram de uma mesa sobre investimentos de impacto na Amazônia, que destacou a inovação e a vanguarda desses negócios na mudança da chave de desenvolvimento econômico local e a importância de ter mecanismos técnicos e financeiros para fomentar esse movimento.