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    Economia


    Dólar recua a R$ 4,13 ; Bolsa opera estável a 117 mil pontos

    Especialistas indicam que os juros baixos favorecem a saída de moeda estrangeira do Brasil, pressionando o câmbio

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    O dólar comercial segue em patamares elevados nesta terça-feira. A moeda americana opera com recuo de 0,27%, mas é negociada a R$ 4,13. No mercado acionário, o Ibovespa (índice de referência da Bolsa de São Paulo) tem leve queda de 0,12%, aos 117.188 pontos.

    Os analistas destacam que a pressão do dólar está relacionada à retirada de capital do país em meio a um cenário de juros na mínima histórica (a Selic está em 4,5% ano ano). Na leitura do mercado, o carry trade (operações nas quais o estrangeiro toma dinheiro barato no exterior e aplica nos títulos brasileiros, ganhando muito a risco baixo) não está vantajoso como antes.

    — A valorização do dólar, e o atual patamar acima de R$ 4,10, tem caráter especulativo. Isso acontece porque o carry trade está menos favorável com os juros tão baixos — indica Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

    Os especialistas apontam que não há indicadores, sejam domésticos ou internacionais, que expliquem a valorização da moeda americana frente ao real.

    — As manifestações da população iraniana contra o governo não impactam fortemente o mercado. E, ainda na agenda externa, a proximidade da assinatura do acordo "fase 1" entre China e Estados Unidos é positivo. A valorização do dólar está ligada a uma saída de moeda do mercado brasileiro — pontua Ricardo Zeno, sócio da assessoria de investimentos Guia da Bolsa.

    No exterior, o petróleo sobe após o fechamento em queda na véspera. O barril do tipo Brent avança 1%, negociado a US$ 64.84.

    Neste pregão, a Via Varejo é o destaque de alta. As aões da dona das Casas Baia e do Ponto Frio sobem 4,72%. A valorização da companhia, destacam os analistas, está arelada ao otimismo de que o setor varejista vai apresentar bons ganhos. Na véspera, ela fechou com alta de 8,5%. Somente naquele pregão, a empresa ganhou R$ 1,3 bilhão em valor de mercado.

    Os frigoríficos também sobem. A Marfrig tem ganhos de 2,62%, ao passo que Minerva opera estável. As duas empresas foram habilitadas pelo governo da Arábia Saudita a exportar carne do Uruguai para o país.

    Ainda no mercado varejista, a B2W (Americanas.com e Submarino) opera com perdas. Os papéis caem 1,03%. Na véspera, a empresa comprou a plataforma de comércio eletrônico Supermercado Now.