Epidemia


Como o coronavírus pode impactar a economia brasileira?

Especialistas apontaram que, embora não haja razão para pânico, as empresas devem sofrer no curto prazo, sendo setores da mineração e celulose os que podem ser mais afetados. No entanto, há boas perspectivas para o setor de exportação de alimentos.

O coronavírus, novo vírus surgido na China e que tem causado uma epidemia no país asiático, continua dominando as atenções das populações do planeta. Mas, como isso pode afetar a economia mundial, em países como o Brasil, por exemplo, que tem a China como parceiro comercial fundamental para suas operações no exterior?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou ontem, quinta-feira (30/01), emergência global de saúde devido à doença. Autoridades chinesas já reconhecem que o crescimento da China pode cair para 5% ou menos no primeiro trimestre por conta do surto, já que a atenção imediata é cuidar dos doentes e evitar que o menor número de pessoas seja afetado, além disso há a posição do País com o comércio mundial,  que exige intensa troca de relações.

Quais setores podem ser impactados no Brasil?

Mineração e celulose

Como um dos maiores exportadores para a China, diversos setores da economia brasileira podem ser impactados. Especialistas  do Itaú Unibanco apontaram que, embora não haja razão para pânico, as empresas devem sofrer no curto prazo, sendo setores da mineração e celulose os que podem ser mais afetados. Empresas como Vale e Suzano podem ter seus resultados operacionais afetados, pois a China é um dos países que mais compra minério de ferro e aço do Brasil, assim como celulose.

Petróleo

Outro setor que vem sofrendo com o cenário é o petroleiro. Segundo o banco Morgan Stanley, há justificativas para a forte queda do petróleo, já que o vírus ameaça o maior importador mundial de petróleo, o mercado chinês.

Os analistas indicam, no entanto, que, em um cenário de estabilização, os preços podem se recuperar. Até lá, companhias como a Petrobras devem encontrar dificuldades.

Favorável para alimentos

No setor de proteínas, há discussões sobre como as empresas irão se comportar. Os principais produtores do Brasil alegaram, durante evento sobre economia realizado em São Paulo, que a epidemia pode aumentar a demanda por alimentos produzidos aqui, como é o caso da carne bovina, frango e carne suína e mesmo para a soja e milho, já que o Brasil é um dos principais produtores mundiais, tendo a China também como consumidor potencial.