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    CÂMBIO


    Dólar a R$ 4,326, volta a fechar no maior nível desde criação do real

    No acumulado deste ano, a moeda norte-americana já acumula valorização de 7,81%

    Na máxima desta terça-feira, a cotação do dólar chegou a R$ 4,338 | Foto: Marcello Cassal Jr/Agência Brasil

    Brasília (Agência Brasil) - Em mais um dia de oscilações no câmbio, o dólar subiu novamente e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. Nesta terça-feira (11), o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 4,326, com alta de R$ 0,006 (+0,13%).

    A divisa, que tinha caído na segunda-feira (10), começou o dia de ontem em baixa, mas inverteu a tendência e passou a subir a partir do início da tarde. Na máxima desta terça-feira, por volta das 15h30, a cotação chegou a R$ 4,338. Desde o começo deste ano, a moeda norte-americana chegou a acumular valorização de 7,81%.

    O Banco Central (BC) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Nesta terça-feira, a autoridade monetária brasileira leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. O leilão faz parte da rolagem de US$ 13 bilhões de swap que venceriam daqui a dois meses, segundo o BC.

    No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Depois três sessões seguidas de queda, o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), que ontem tinha fechado no menor nível em quase dois meses, voltou a subir. O indicador encerrou esta terça-feira aos 115.370 pontos, com forte alta de 2,49%.

    Emergentes

    Nos últimos dias, a moeda norte-americana subiu em nível global, principalmente diante das moedas de países emergentes, depois da divulgação da geração de emprego em janeiro nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 225 mil vagas de trabalho, número superior à previsão de 158 mil novos postos.

    O bom desempenho do mercado de trabalho dos Estados Unidos da América (EUA) abre espaço para eventuais aumentos de juros pelo Federal Reserve (FED), banco central dos Estados Unidos. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.

    Coronavírus

    Na China, o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta continua a afetar o mercado financeiro mundial. O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China. No entanto, o anúncio de um caso de cura em um britânico animou as bolsas de valores em todo o planeta, por causa da perspectiva de que o impacto sobre a economia global seja menor que o esperado.

    Entre os fatores domésticos que têm provocado a valorização do dólar, está a decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.