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    REAÇÃO DA INDÚSTRIA


    Fieam e Cieam entram na briga contra a expansão da Covid-19 em Manaus

    Entidades apresentaram recomendações às empresas do PIM depois do segundo caso confirmado na capital do Amazonas

    Com a incidência do coronavírus, empresas do PIM devem tomar medidas de proteção, segundo representantes do setor | Foto: Reprodução/UOL

    Manaus – Desde o dia 13 de março, o Amazonas conta com casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). Mas, somente na quarta-feira (18), após o aumento do número de ocorrências no país e em Manaus, representantes da indústria amazonense, comércio e serviços divulgaram um comunicado com recomendações para que medidas de proteção sejam tomadas, a fim de evitar a propagação do vírus nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

    O documento elaborado foi assinado pelos presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, e do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. Ele apresenta diversas medidas a serem seguidas por empresas da região.

    Trabalhadores que apresentarem algum tipo de sintoma do novo coronavírus devem ser afastados por 14 dias
    Trabalhadores que apresentarem algum tipo de sintoma do novo coronavírus devem ser afastados por 14 dias | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Os representantes esclarecem que, primeiramente, quatro frentes devem ser observadas. É necessário que as pessoas evitem aglomerações, que aqueles que estão com suspeitas da doença estejam devidamente em quarentena, que cuidados especiais sejam oferecidos aos mais vulneráveis e que exista um reforço na higiene dos ambientes e das mãos.

    Além disso, medidas são direcionadas as empresas do PIM, considerando a realidade de cada uma. As mais importantes envolvem a suspensão de todos os eventos públicos organizados pelas entidades, cancelamento de todas as reuniões e proibição de entrada de pessoas alheias às atividades – adotando ferramentas de videoconferência.

    Outro tópico relevante foi o estabelecimento do trabalho remoto (home office). O serviço foi aconselhado para funcionários e diretores em situação de vulnerabilidade, ou seja, que estejam em pelo menos uma das situações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS): mais de 70 anos; em tratamento oncológico ou pós-operatório; portador de diabete, problema respiratório (Ex.: asma) ou cardíaco; com sistema imunológico enfraquecido ou outros casos de saúde frágil.

    Casos de afastamento

    Segundo o comunicado, pessoas que estão com contaminação confirmada ou que apresentam algum tipo de sintoma da gripe devem ser afastadas por 14 dias. Aqueles funcionários que voltaram de viagem internacional, mesmo que não apresentem sintomas, precisam ser afastados por um período de sete dias.

    Além disso, a flexibilização ou redução de horários de trabalho foi solicitada para diminuir a concentração de pessoas em ambientes de trabalho e, também, para evitar horários de pico no transporte público. Por fim, a restrição de contato físico é orientada para todos os trabalhadores, assim como o reforço da higiene.

    Os representantes também se reuniram com o governador Wilson Lima, na quarta (18), para realizar o mapeamento dos riscos e apresentação de sugestão de soluções por parte do governo para minimizar os impactos na atividade econômica. Até esta sexta (20) haverá mais uma reunião conjunta para elaborar medidas para preservação dos empregos na possibilidade de paralisação temporária por necessidade de isolamento social dos trabalhadores.

    Importação

    Wilson Périco, presidente do Cieam, afirma que algumas empresas do PIM já adotaram as medidas e outras, pelo menos duas, devem fazer uma paralisação total no início do mês de abril. “Algumas empresas do setor de eletroeletrônicos, pelo menos duas, devem fazer uma paralisação total durante 15 dias – agora no começo de abril – e outras estarão com paralisações parciais em suas linhas, por conta da falta de insumos. Os embarques não ocorreram por conta dos problemas enfrentados no mercado chinês”, explica.

    Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam)
    Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) | Foto: Divulgação

    Apesar dos que os impactos na importação de insumos, o presidente explica que esses prejuízos não são os piores e que o foco deve permanecer nos cuidados com a propagação da doença por Manaus. “O mercado da China está obviamente bastante atrelado ao PIM, então realmente precisamos tomar cuidado com os produtos que podem faltar em nossas linhas de produção. Contudo, esse não é o maior impacto. O pior que pode acontecer é a grave disseminação do surto de coronavírus na cidade, esse sim é o maior desafio”, encerra.