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    Como fazer com que a sua marca se relacione bem com o público LGBT?

    O apoio ao movimento LGBT deve ser mais do que um discurso bem planejado ou uma estratégia de marketing bem executada

    Se relacionar bem com o público LGBT é fundamental | Foto: Divulgação

    De acordo com os dados de uma pesquisa realizada pela empresa Out Leadership, no Brasil, o mercado LGBT possui um potencial de consumo que gira em torno de R$ 418,9 bilhões valor equivalente a 10% de toda a riqueza produzida pelo País.

    Como um dos principais objetivos do marketing é desenvolver novos mercados e potenciais clientes, e se relacionar bem com o público LGBT é fundamental. E, assim como são criados produtos para os homens e para as mulheres, é necessário, sobretudo, ter consciência de que os LGBT não são todos “a mesma coisa”. 

    Dessa forma, para saber como criar uma relação positiva entre a sua marca e o público LGBT, confira algumas dicas abaixo.

    Como fazer a sua marca se relacionar bem com o público LGBT?

    O público LGBT é composto por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais de todas as etnias, residentes de diferentes regiões, de variadas classes econômicas, com hábitos de compras diversificados e hobbies distintos. 

    Além disso, há aqueles que não constituem família. No entanto, também há os que compõem uma família como é feito pelas mais tradicionais. Ou seja, assim como ocorre com os heterossexuais, existe uma gama muita diversa dentro do próprio grupo definido pela sexualidade. Ou seja, o público LGBT não é homogêneo só por ser uma minoria. 

    Lidando com a realidade

    Portanto, tentar se relacionar com esse público utilizando apenas uma estratégia de marketing, é um trabalho fadado ao fracasso iminente. Ainda, o termo “marketing” pode acabar soando para algumas pessoas como algo vazio, composto por promessas não cumpridas e discursos vãos, que apenas têm como finalidade a venda de um produto ou serviço. 

    Logo, para que a sua marca consiga estabelecer um bom relacionamento com o público LGBT, é necessário abordar assuntos relevantes com propriedade e, principalmente, responsabilidade e respeito. Para isso, recomenda-se estudar os subgrupos com profundidade e representá-los com o que há de mais verossímil e real em relação aos seus cotidianos. 

    Para não ser “cancelado”

    A utilização de termos errados ou de forma forçada, informações inverídicas e abordagens somente em datas especiais são comportamentos mal vistos e que, sem dúvidas, serão criticados pelo público — cada vez mais atento aos “closes errados” dados pelas marcas.

    Dessa maneira, antes de colocar qualquer iniciativa em prática, é necessário fazer um alinhamento entre essa comunicação e a atuação da sua empresa. Portanto, avalie se a sua organização tem propriedade para falar sobre essas questões.

    Há diversidade e representatividade em sua companhia? Caso não haja, será preciso, em primeiro lugar, enfrentar o grande desafio de mudar isso.

    Sua verdade é a sua essência

    Mas, voltado ao público LGBT em si, verdade seja dita: uma comunicação respeitosa em relação à diversidade deveria ser uma obrigação de todas as companhias. No entanto, ter legitimidade para colocar esse assunto em pauta envolve a busca constante por simetrias bem específicas.

    Como, por exemplo, os valores que a sua marca representa e o seu público. Se você abraça a diferença desde a origem do seu negócio, está distante daqueles que preferem trabalhar pousados na rigidez e nos privilégios socioeconômicos que sustentam preconceitos. 

    Porém, se a sua marca transparece o tempo todo qualidades como: igualdade, liberdade, autonomia e diversidade, é muito mais possível que haja uma comunicação para todos. A partir desses pontos, podem ser construídas mensagens que sejam respeitosas e, simultaneamente, autênticas. O que significa que mais válido do que simplesmente abordar o tema, é encontrar a maneira e o tom certo para falar sobre ele.

    Algumas empresas que se relacionam bem com o público LGBT, seja por meio de canais de comunicação, campanhas, representatividade entre os funcionários e parceiros ou apoio aos movimentos da causa são: Avon, Netflix, Skol, Apple, Doritos, MAC, Uber, Nike e Coca-Cola.

    Cada uma com a sua particularidade, mas todas conhecidas mundialmente e tendo em comum um discurso consistente que é sustentado por seus valores e pela postura que elas adotam perante ao mercado.