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    CORONAVÍRUS NO MUNDO


    Pandemia causará recessão global em 2020, diz FMI

    FMI diz que será pior que a crise financeira global de 2008-2009

    Diretora do FMI, Kristalina Georgieva diz que expectativa é que o planeta se recupere em 2021 | Foto: Reprodução

    Washington - A pandemia do coronavírus causará uma recessão global em 2020, que poderá ser pior do que a observada durante a crise financeira global de 2008-2009, mas a produção econômica mundial deve se recuperar em 2021, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira (23).

    A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, saudou as ações fiscais extraordinárias já tomadas por muitos países para impulsionar os sistemas de saúde e proteger empresas e trabalhadores afetados, e medidas dos bancos centrais para afrouxarem a política monetária, acrescentando: "ainda será necessário mais, especialmente no fronte fiscal".

    Ela disse que o FMI vai ampliar com força o financiamento de emergência, afirmando que 80 países já pediram sua ajuda. O fundo está pronto para usar toda sua capacidade de empréstimo de 1 trilhão de dólares, disse ela.

    BC descarta

    Diferente do que afirmou a dirigente do FMI, para o Brasil, o Banco Central descarta, neste momento, a possibilidade de quebra de bancos como consequência da pandemia de coronavírus. Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (23), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, defendeu que a crise atual é diferente da ocorrida em 2008 e 2009, quando dezenas de instituições financeiras quebraram ou foram absorvidas por outras em todo o mundo.

    “Em 2008, a incerteza era se o banco ia quebrar ou não. Agora, não falamos disso”, afirmou Campos Neto na entrevista, realizada virtualmente. O presidente do BC pontuou que, hoje, as instituições financeiras no Brasil têm “bastante folga” no chamado Índice de Basileia, que mostra quanto de capital o banco deve ter em relação aos recursos empregados. 

    Pelas regras atuais seguidas pelo BC, cada instituição precisa ter Índice de Basiléia mínimo de 8% (ou seja, a cada R$ 100 emprestados, o banco deve ter R$ 8). Os dados da autarquia mostram que, na média, o índice para o sistema financeiro estava em 17,12% em março deste ano. Em março de 2009 - pouco após o estouro da crise financeira global - o índice médio era de 18,13%. Na época, porém, a exigibilidade era maior, de 11%.