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    Pandemia


    Vendas de vitaminas disparam nas farmácias de Manaus

    Farmácias na capital registraram aumento de mais de 22% na procura de complementos nutritivos

    Farmácias registraram aumento nas vendas de vitaminas | Foto: Freepik

    Manaus - Durante a pandemia da Covid-19 que assola o mundo, alguns produtos ganharam destaque na hora das compras. Álcool em gel, máscaras e vitaminas têm 'virado ouro'. Farmácias de Manaus registraram aumento nas vendas, principalmente da vitamina C, conhecida por fortalecer o sistema imunológico, dentre outras funções.

    As farmácias Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma, em Manaus, foram as três que registraram aumento nas vendas desses produtos. Segundo o grupo Tapajós, que administra as drogarias, houve aumento de mais de 22% na procura por vitamina C neste último mês de março. 

    Emanuele Rodrigues, diretora de Marketing do grupo, diz que o produto ainda está disponível no estoque e aproveita para destacar outras dicas. para quem procura melhorar a saúde e fortalecer a imunidade. "Mantenha a alimentação equilibrada, faça o uso consciente de produtos como vitamina C e probióticos. Pois  neste momento é essencial evitar a automedicação. O ideal é o cliente sempre procurar ajuda de um profissional de saúde qualificado. No caso das drogarias, temos sempre a disposição a presença do farmacêutico", comenta ela.

    Aumento na procura ocorre durante a pandemia de coronavírus
    Aumento na procura ocorre durante a pandemia de coronavírus | Foto: Janailton Falcão

    No âmbito nacional, uma pesquisa mostrou que de janeiro a fevereiro, brasileiros compraram mais vitaminas, principalmente o tipo C. Os dados dão conta de que cerca de dois milhões de famílias adquiriram os nutrientes nesses dois meses, o que soma 330 mil a mais do que a mesmo período em 2019. A informação foi obtida pela empresa Kantar, de pesquisa e dados, e divulgada pelo site UOL.

    O que diz quem compra

    A nutricionista Francinete Cardoso, de 41 anos, foi uma das que adquiriu o produto nesse período. Ela conta que comprou vitamina C por R$ 7,50 em uma farmácia no bairro onde mora, na Zona Centro-Oeste de Manaus, e que todos da casa dela estão tomando.

    "Acho importante e não só por conta do coronavírus, mas porque estamos no período das síndromes gripais que se espalham em Manaus nesta época mais chuvosa do ano. Tomamos essas vitaminas, principalmente a C e a D, e dentro do possível complementamos com frutas e sucos", comenta ela.

    Farmácias de todo o Brasil registraram aumento nas vendas
    Farmácias de todo o Brasil registraram aumento nas vendas | Foto: Janailton Falcão

    Francinete aproveita para indicar que outras pessoas também adquiram o produto. Ela diz que vê como necessário buscar melhorar a alimentação e a imunidade neste momento. E ressalta que achou os valores atuais um pouco mais caros.

    "Antes se comprava três frascos com 10 pílulas dissolventes por R$ 15, mas agora quando fui procurar estavam vendendo uma a R$ 10 e até R$ 13 nas farmácias maiores. Foi pesquisando que eu encontrei esse valor menor no meu bairro", conta ela.

    Até brasileiros fora do País estão fazendo uso de complementos nutritivos. O estudante Breno Nakazone, 23, que mora em Portugal, diz que já tinha o costume de tomar vitamina C, mas que isso aumentou durante a pandemia de coronavírus. 

    "Sempre que percebo que a minha resistência e imunidade baixas, eu tomo vitamina C e no dia seguinte já me sinto melhor. E agora, durante a pandemia, eu continuo a tomar, mesmo que a cotação do euro esteja muito cara", comenta ele.

    Dicas para uso da vitamina C

    A nutricionista do Hapvida Saúde, Renata Vieira, explica que a vitamina C é o principal antioxidante do sistema circulatório,  que passa por dentro da célula. O sistema imunológico utiliza a vitamina C, principalmente o timo, nas ações de amadurecimento e diferenciação de linfócitos, uma das principais células de defesa do corpo. A vitamina C é encontrada em grandes quantidades no sistema imune.

    "A recomendação para se tomar a vitamina C é de 100 mg, por, no máximo três vezes ao dia. Mega doses não são interessantes, pois podem causar  cálculo renal. O ideal é que se fracione as doses, em comprimidos de liberação lenta, ou consumo de frutas ricas em vitamina C ao longo do dia", orienta a especialista. 

    Renata Vieira, nutricionista
    Renata Vieira, nutricionista | Foto: Divulgação

    A nutricionista também diz que há grandes diferenças entre tomar a vitamina C em comprimidos dissolventes e a natural que é encontrada principalmente em frutas cítricas. Segundo ela, efervescentes  e algumas cápsulas possuem não somente a vitamina C, mas também corante e conservantes. Já nos alimentos naturais se tem a vitamina C, além de outros antioxidante, como vitaminas, minerais  e fibras, que ela reforça, "irão trazer mais benefício à saúde".

    A profissional cita alguns exemplos de frutas ricas em nutrientes e principalmente vitamina C. "Camu-camu, laranja, acerola, tangerina, manga, melancia, abacaxi, morango, goiaba, kiwi, melão e caju". Confira também uma lista preparada pelo EM TEMPO somente com frutas amazônicas que podem fortalecer a imunidade. 

    Frutas amazônicas contêm, em sua maioria, muita vitamina C
    Frutas amazônicas contêm, em sua maioria, muita vitamina C | Foto: Divulgação/Fapeam

    Por fim, Renata diz que a vitamina C não combate o novo coronavírus, porém auxilia o fortalecimento do sistema imunológico, ou seja, atua dentro da célula do sistema imunológico, ativando o reconhecimento de vírus. "Pesquisas comprovam que quem consome 200 mg de vitamina C  ao dia, sofre 10% menos resfriados, em comparação com os demais", afirma a especialista.