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    Dia do Trabalho


    Coronavírus: impactos da pandemia na moda amazonense

    Responsável por boa parte da mão de obra no mundo, a crise na esfera fashion prejudica profissionais da moda

    | Foto: divulgação

    Manaus - A rápida disseminação da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, gerou consideráveis impactos nas formas de consumo e de mercado, incluindo aqueles relacionados à indústria da moda. Segundo a Câmara de Comércio Internacional, a moda, além da aviação e do turismo, é uma das três áreas mais suscetíveis à queda de vendas durante e após a pandemia. A esfera fashion da cultura não sofre apenas com questões financeiras, mas também estruturais, uma vez que é responsável por boa parte da mão de obra no mundo. 

    Em linhas gerais, a pandemia da Covid-19 trouxe consequências irreversíveis ao mercado da moda, alterando permanentemente o conceito de consumo.

    Em fevereiro, quando o vírus ainda não configurava uma pandemia, já se podia perceber a primeira das consequências: a ausência de consumidores, editores e estilistas nas principais semanas de moda. Conforme a situação se agravava, grandes eventos passaram a ser cancelados, visando evitar aglomerações em pequenos espaços. 

    Para a modelo Fernanda Santos, essa pandemia fez com que a modelo perdesse oportunidades de desfiles e comerciais. "O mundo da moda está em crise, o que acaba com as oportunidades, por exemplo, os convites de trabalhos de fotos, desfiles entre outros . Mas não deixo de me movimentar, tenho o meu book que fiz nessa quarentena. Conforme os fotógrafos vão editando e me enviando, já levanta as minhas redes sociais. Mantendo assim o meu perfil visível e interagindo o com os meus seguidores e com agências," explicou a modelo 

    Modelo Fernanda Santos diz que perdeu várias oportunidades
    Modelo Fernanda Santos diz que perdeu várias oportunidades | Foto: Ivan da Câmara e Milton Rodrigues

    As dificuldades vão além da pandemia, conforme relatou a modelo Cassiane Barbosa, pois muitas meninas que tem a profissão de modelo vão para outros estados ou até mesmo outros países para crescer.

    As dificuldades vão além da pandemia, conforme relatou a modelo Cassiane Barbosa
    As dificuldades vão além da pandemia, conforme relatou a modelo Cassiane Barbosa | Foto: Divulgação

    "O ramo na moda no nosso estado já bem desvalorizado e com a pandemia complicou um pouco," frisou Cassiane.

    Para quem está iniciando no mundo da moda como a modelo Victoria Martins, que faz parte de um projeto, onde ensinam e preparam para o mercado da moda, a modelo conta que vários eventos foram cancelados.

    A modelo Victoria está iniciando no mundo da moda
    A modelo Victoria está iniciando no mundo da moda | Foto: Divulgação

    "As modelos não têm salário fixo, dependemos dos casting para fazer os trabalhos, mas com a crise da Covid-19, as agências estão fechadas, os desfiles cancelados e casting adiados. O projeto ao qual faço parte tinha desfile marcado no começo de maio no shopping Manaus Plaza, mas devido a pandemia foi cancelado e isso nos afetou, pois é a nossa oportunidade de desfilar e conseguir parceiros. Mas estamos acostumados a recomeçar quantas vezes for preciso," explica Victoria.

    Imprevisibilidade

    Aqui em Manaus, histórias como a do Trend Concept  se repetem. “Imprevisibilidade é a palavra que resume esse momento que estamos vivendo”, conta Rodrigo Santos, diretor e proprietário da Trendaus, a maior rede de desfiles de moda da cidade. Ele realiza grandes eventos de lançamentos de coleções. Em entrevista ao Em Tempo, Rodrigo conta como está sendo difícil passar por esta crise.

    Rodrigo Santos, diretor e proprietário da Trendaus, a maior rede de desfiles de moda da cidade
    Rodrigo Santos, diretor e proprietário da Trendaus, a maior rede de desfiles de moda da cidade | Foto: Ellen Falcão

    "Bem relativo comentar sobre isso, aqui em Manaus, nós temos dois formatos: o varejo e o atacado. Para o comércio varejista, por decreto estadual, as lojas e os shoppings estão fechados. Quando nós falamos de fechamento, a gente está falando de pessoas ficando sem trabalhar. Porém, as lojas se reinventam, a proposta deliverydrive-in e drive-thru virou uma coisa fashion, onde podemos mostrar o look em book digital para os clientes por meio as redes sociais e WhatsApp. O cliente vira um comprador digital, onde consegue suprir a sua necessidade de estilo e de atualização de moda. Porém, é uma outra história até porque o mercado cai um pouco. E as coleções de outono e inverno ficam paradas por conta da pandemia," declarou Rodrigo Santos

    O artesão Cassiano Fã conta que as venda das peças caíram durante a pandemia
    O artesão Cassiano Fã conta que as venda das peças caíram durante a pandemia | Foto: Divulgação

    Segundo o artesão criação de acessórios indígenas, Cassiano Fã, os trabalhos para vendas estão parados. Neste mês de abril, maio até junho era o período de muitos eventos. Cassiano conta que tinha muitas encomendas principalmente que antecedem o Festival Folclórico de Parintins. 

    "Eu trabalho com a criação de acessórios indígenas que muitas clientes usam no festival de Parintins, em baile de carnaval ou formatura. Eu continuo produzindo alguns acessórios para deixar pré-montados, torcendo para essa pandemia passar logo. Na minha página do Facebook para não ficar parada também, estou repostando trabalhos que já tinha feito antes da pandemia," frisou Cassiano.

    Confira a reportagem especial da WEB TV Em Tempo a respeito da atuação do comércio durante a pandemia:

    | Autor: Tatiana Sobreira/ WEB TV Em Tempo
     
    | Autor: Tatiana Sobreira/ WEB TV Em Tempo