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    Castanha-do-brasil


    Tapauá recebe usina para produção de castanha-do-Brasil

    Por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), município de Tapauá recebe usina para produção de castanha-do-Brasil com projeção inicial de 80 toneladas

    Tapuá recebe instalação de usina com capacidade prevista para 120 mil toneladas de castanha-do-brasil
    Tapuá recebe instalação de usina com capacidade prevista para 120 mil toneladas de castanha-do-brasil | Foto: Divulgação/ Sepror

    Amazonas - Por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), o município de Tapauá (distante 449 quilômetros de Manaus) deu início a construção de uma usina com capacidade de produção inicial prevista para até 80 toneladas de castanha-do-brasil no primeiro ano de atividade.  

    A Abufari Produtos Amazônicos conta com investimento privado de mais de R$ 1 milhão e deverá ser inaugurada no segundo semestre de 2020, na sede de Tapauá, gerando aproximadamente 70 empregos diretos e indiretos, com funcionários trabalhando o ano inteiro.

    “Na sazonalidade de safra, época de beneficiamento, pretende-se aumentar esse número, a depender da quantidade de matéria-prima que a for ofertada. Vale enfatizar que a castanha de Abufari é uma das maiores castanhas que existem no Amazonas”, enfatiza Leonardo Baldissera Santos, empresário administrador da usina.

    O projeto para a usina Abufari Produtos Amazônicos prevê um processo de inovação tecnológica, com adesão ao protocolo Indústria 4.0
    O projeto para a usina Abufari Produtos Amazônicos prevê um processo de inovação tecnológica, com adesão ao protocolo Indústria 4.0 | Foto: Divulgação/ Sepror

    Na primeira quinzena de março, a Sepror e o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) estiveram nas fazendas Abufari e São Sebastião do Abufari, durante dois dias, realizando cursos de Boas Práticas de Manejo da Castanha-do-Brasil para 81 castanheiros, divididos em duas turmas.

    “Nestas terras moram 95 famílias de castanheiros, que agora serão também fornecedores de matéria-prima para a usina, um empreendimento com financiamento privado girando em torno de R$ 1 milhão, entre terreno, construção de fábrica, custeio da safra, enfim, todos os custos para estabelecimento no município", destaca Baldissera.

    Os castanheiros beneficiados são produtores do Projeto Prioritário da Castanha-do-Brasil que estão integrados ao processo de fornecimento de matéria-prima para a usina que está em instalação no município. Os engenheiros do Idam, Nadiele Pacheco e Luiz Rocha, foram os instrutores dos cursos de capacitação.

    "A meta inicial é beneficiar até 80 toneladas de castanha-do-brasil desidratada, devidamente ressecada, embalada e pronta para consumo no primeiro ano, indo para 100 a 120 toneladas no ano seguinte, o que depende muito de projeção de safra, mas a ideia é progredir gradativamente a produção”, diz Leonardo Baldissera.

    Além do empresário Leonardo Baldissera, a Abufari Produtos Amazônicos tem como sócio Raimundo Rabelo, e como investidor Denizar Santos
    Além do empresário Leonardo Baldissera, a Abufari Produtos Amazônicos tem como sócio Raimundo Rabelo, e como investidor Denizar Santos | Foto: Divulgação/ Sepror

    A Usina

    A usina de castanha-do-brasil de Tapauá é administrada pelo empresário Leonardo Baldissera Santos, que decidiu criar a Abufari Produtos Amazônicos em 2019, com objetivo de investir no potencial do município, onde sua família possui terras há aproximadamente 20 anos.

    “Temos a responsabilidade social corporativa. Nossa ideia não é retirar a matéria-prima e ir embora, como há décadas vem sendo feito aqui na região. O que propomos é implantar uma melhoria para toda a sociedade local, com efetivo desenvolvimento para todo o município”, destaca o empresário.

    O projeto é de realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e suas vinculadas (Idam, Adaf, ADS)
    O projeto é de realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) e suas vinculadas (Idam, Adaf, ADS) | Foto: Divulgação/ Sepror

    A empresa é calcada em valores como a sustentabilidade, capacitação de pessoas – o que já vem colocando em prática por meio das boas práticas do Idam para manejo de castanha –, dentro de um processo de melhoria contínua do pessoal da fábrica, promovendo capacitação para o trabalho por meio de cursos. 

    Produção e Usinas no Amazonas 

    O Amazonas é o segundo maior produtor de castanhas do Brasil, com produção estimada em 14 mil toneladas por ano, e Tapauá ocupa lugar de destaque neste ranking, segundo informação do coordenador da Sepror, Willis Vieira Meriguete.

    O processamento é feito em cinco usinas de castanha de base comunitária, vinculadas a associações ou cooperativas, instaladas em Manicoré, Lábrea, Berurí, Barcelos e Amaturá. Além destes, outros cinco municípios – Manaus, Tefé, Coari, Humaitá e Itacoatiara – contam com estrutura de processamento de castanha por meio do investimento privado.

    *Com informações da assessoria.