Economia


Setor de alimentos lidera aumento de preços na indústria

Com as incertezas devido à pandemia do coronavírus e ao aumento do dólar, os preços de alimentos aumentaram em vários setores.

| Foto: divulgação

A pandemia do coronavírus acabou elevando o preço da maioria dos produtos em supermercados de todo o Brasil em março. Um dos motivos pela alta aconteceu devido ao desespero da população para abastecer suas casas, mas não foi só isso. A depreciação do real em frente ao dólar, ou seja, a exportação também causou aumento no valor de alimentos.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em março de 2020, o custo nas indústrias teve alta de 1,32% em comparação com o mês anterior. Já em fevereiro, também houve um crescimento de 0,81%. Em janeiro, o aumento foi de 0,35.

Mesmo com o aumento de compra de alimentos por entrega, as pessoas preferem cozinhar em casa para economizar. Essa procura acabou variando bastante o custo dos alimentos em indústrias. Tal análise é reforçada devido à alta no preço do botijão de gás, o qual a Petrobras reforçou o aumento de importação.

Isso quer dizer que alimentos como o arroz tiveram um acréscimo de 1,74% contra a alta de 1,17% no início do mês. Ovos também são outros itens prejudicados pela alta. Em março, seu aumento foi de 9,04% ante 5,04% no final de fevereiro.

Motivo do aumento dos preços dos alimentos

O preço atual do dólar estimulou a alta do custo em produtos exportados, pois, em 2020, houve uma valorização de, pelo menos, 12,34% na moeda estrangeira. Carnes, soja, leite e açúcar cristal são exemplos de alimentos que sofrem exportações e tiveram aumento de valor.

A procura elevada, devido às incertezas quanto ao coronavírus, também trouxe bastante variação nos valores de produtos, pois, muita gente estava preocupada e preferiu estocar alimentos. Tal aumento de demanda gerou falta em prateleiras de muitos supermercados e acabou por fazer os preços subirem.

Todas essas variações de custos são um exemplo da lei de oferta e demanda, na qual os valores são determinados de acordo com a quantidade de produtos oferecidos. Assim, se muita gente compra um mesmo item, ele passa a ficar mais caro.

A expectativa é que, com o achatamento da renda devido às incertezas por causa da crise do coronavírus, a demanda e o preço voltem a ceder. Inclusive, economistas do Banco do Brasil, em fevereiro, projetaram aumento de 2,94% para a inflação e, em março, reduziram as estimativas para 2,67%.

Variação na procura

Em março, houve um aumento de preço no feijão devido a sua alta procura. O alimento também subiu de valor em momento de quebra de safra. Outros produtos, como frutas e legumes, tiveram um efeito oposto, pois, com as restrições às feiras-livres e a menos demanda de restaurantes, a procura foi menor.

O preço nas indústrias extrativas caíram -9,79%, neste caso, causado pela queda nos valores do óleo bruto do petróleo e do minério de ferro. Sendo assim, derivados do petróleo tiveram bastante queda, entre eles gasolina (-0,75%), etanol (-2,82), e gás veicular (0,78%). 

*Com informações da assessoria 

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