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    Produtos do AM


    Com selo IG, abacaxi do Novo Remanso é sustento de produtores do AM

    Ao todo, cerca de 1,3 mil agricultores dependem do setor primário no Amazonas

    Atualmente, cerca de 1,3 mil agricultores da região trabalham com o cultivo do abacaxi
    Atualmente, cerca de 1,3 mil agricultores da região trabalham com o cultivo do abacaxi | Foto: Arthur Castro/Secom

    Manaus - O abacaxi representa a principal fonte de renda para famílias de agricultores rurais na região do Novo Remanso, distrito do município de Itacoatiara (distante 176 quilômetros de Manaus), há mais de 50 anos. 

    O fruto recebeu, no início deste mês, o selo de Indicação Geográfica (IG), na categoria Indicação de Procedência (IP), do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O reconhecimento, publicado na “Revista da Propriedade Industrial” do Inpi, chegou como um incentivo para os produtores do Novo Remanso, que agora têm a expectativa de expandir a comercialização e exportar para novos mercados.

    Os agricultores do Novo Remanso recebem apoio do Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), vinculado à Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). 

    Dos 94,3 milhões de abacaxis produzidos no Amazonas, em 2019, 68,9 milhões (73%) foram provenientes do distrito de Novo Remanso, considerado o maior produtor de abacaxi do estado. Os dados são do Relatório de Atividades Trimestrais do Idam, que indica, ainda, que a região possui atualmente uma área plantada estimada em três mil hectares e cerca de 1,3 mil produtores rurais trabalhando com a atividade.

    “Inegavelmente, o abacaxi do Amazonas, sobretudo do Novo Remanso, tem uma baixa acidez e é um produto diferenciado, muito doce, reconhecido pelo consumidor do Amazonas. E a partir da Identificação Geográfica daquela região, garantindo a procedência desse produto diferenciado, certamente esses produtores serão mais reconhecidos e valorizados”, frisou o titular da Sepror, Petrúcio de Magalhães Júnior.

    O setor movimenta a economia amazonense
    O setor movimenta a economia amazonense | Foto: Arthur Castro/Secom

    Agricultura familiar 

    Proprietário do sítio Santo André, o agricultor André Pessoa garante o sustento dele e da esposa por meio do cultivo do abacaxi há mais de 15 anos.

    “Eu sou a terceira geração de produtor da minha família, meu avô foi produtor, meu pai foi produtor. Sempre gostei de trabalhar com a terra, tenho no sangue isso. Hoje, eu e minha esposa dependemos apenas da produção do abacaxi, é a nossa única renda. A renda do Novo Remanso, no geral, e das comunidades adjacentes, Engenho, Vila da Pedras, é concentrada na produção do abacaxi”, observou.

    O produtor colhe entre dois e três mil abacaxis por semana, que comercializa na feira da Manaus Moderna. “Eu trabalho para tirar um fruto com qualidade, inclusive eu gosto de comer o abacaxi na lavoura, porque prezo por essa qualidade. A gente se preocupa com o ser humano, esse abacaxi vai servir as mesas de seres humanos e vai, também, para a merenda escolar das nossas crianças. Ou seja, nossos filhos vão consumir, a gente precisa ter essa consciência”, considerou André Pessoa.

    Gerleande Barros, que também é produtor rural e pertence a uma família de nove pessoas, em que todos trabalham com o cultivo do abacaxi, ressalta que o selo de Indicação Geográfica veio para fortalecer a produção local, abrindo novas possibilidades.

    “Além da qualidade que nós já temos, o selo vem pra agregar valor e com certeza, vai abrir mais mercado para nós. É um certificado que nós precisamos para adentrar novos mercados porque, até então, nós não tínhamos registro e nenhum tipo de selo para nós conseguirmos barganhar novos mercados. Eu tenho certeza que para a economia do Novo Remanso o abacaxi é 90% da renda”, frisou.

    *Com informações da assessoria 

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