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    EFEITO COVID-19


    Abatido pela pandemia, setor de serviços no AM cai 15,7% em abril

    É o pior desempenho da série histórica do setor no Amazonas, iniciada pelo IBGE em fevereiro de 2011

    Setor sentiu os efeitos da paralisação das atividades produtivas do comércio e da indústria | Foto: Lucas Silva

    Manaus - O setor de serviços no Amazonas, no primeiro mês completo das medidas de contenção contra a Covid-19, em abril, sofreu uma queda de 15,7% em relação a março, na série com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (17). O estudo mostra ainda que, na comparação com o mesmo mês de 2019, o volume de serviços recuou 12,8%.

    De acordo com o supervisor de informação do IBGE Amazonas, Adjalma Jaques, o resultado é o pior da série histórica iniciada em fevereiro de 2011. O desempenho negativo do quarto mês do ano influenciou fortemente no resultado do acumulado do ano, quando o setor fechou com tímida alta 0,8%. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador permanece positivo, mas reduziu para 3,2%.

    Segundo Adjalma, o desempenho do setor no Amazonas só não foi pior por conta das atividades essenciais não suspenderam as suas atividades. “Os serviços abrangem uma grande quantidade de subdivisões da atividade. Há aqueles serviços dedicados às empresas e há serviços direcionados às pessoas. O isolamento alcançou uma grande parte dos prestadores de serviços, justamente porque todos àqueles para quem se presta serviços, estavam em isolamento social, ressalvando apenas atividades essenciais”, explicou.

    A variação percentual, que compara o volume de serviços de abril com março (-15,7%), Amazonas ficou classificado em posição intermediária (21ª posição) entre as outras unidades da federação. Os piores desempenhos ficaram por conta de Alagoas (-26,5%), Ceará (-21,8%) e Bahia (-21,0%). Os melhores desempenhos foram registrados em Mato Grosso (9,0%), Mato Grosso do Sul (-1,2%) e Rondônia (-2,1%).

    Na variação percentual do acumulado no ano (0,8%), os serviços do Amazonas fecharam com o segundo melhor desempenho entre os estados. Os piores resultados ficaram com a Bahia (-12,3%), Piauí (-12,0%) e Rio Grande do Sul (-10,9%). O melhor desempenho ficou com Rondônia (2,7%), seguido do Amazonas (0,8%) e do Pará (-0,3%). Rondônia e o Amazonas foram os únicos que o volume de serviço, em 2020, ainda não entraram no vermelho.

    Receita dos serviços

    No mês em estudo, a receita nominal dos serviços no Amazonas diminuiu -14,2%, frente a março. No comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços registrou queda de 10,5%. Enquanto isso, no acumulado do ano, a receita, ainda positiva, fechou com 4,4% em relação ao mesmo período de 2019. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador ficou em 8,3%.

    Diante da variação percentual entre abril e março (-14,2%), os serviços do Estado do Amazonas ficaram na posição intermediária (13ª posição) entre as outras unidades da federação. Os piores desempenhos ficaram por conta de Alagoas (-24,1%), Ceará (-23,5%) e Bahia (-22,3%). Já os melhores desempenhos ficaram por conta de Mato Grosso (12,6%), Tocantins (-0,4%) e Mato Grosso do Sul (-3,4%).

    Pela variação do acumulado do ano (4,4%), o setor de serviços do Amazonas ficou na segunda posição entre os outros Estados. Os piores desempenhos ficaram por conta de Alagoas (-10,7%), Bahia (-10,3%) e Piauí (-10,2%). Os melhores resultados foram registrados em Rondônia (5,0%), Amazonas (4,4%) e Mato Grosso do Sul (2,6%). Na receita nominal de serviços, Rondônia, Amazonas e Mato Grosso são os únicos estados do país que ainda possuem desempenho positivo em 2020.

    *Com informações do IBGE