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    menos mão de obra


    Indústria do AM perde mais de 30 mil postos de trabalho em sete anos

    Mesmo com a redução da mão de obra, receita do setor cresceu 32,3% e alcançou R$ 100 bilhões em 2018

    Número de unidades industrias caiu 15% no mesmo período, segundo estudo do IBGE | Foto: Ione Moreno

    Manaus - Em sete anos, de 2012 a 2018, a indústria amazonense perdeu, aproximadamente, 24,3% dos seus postos de trabalho, o equivalente a mais de 30 mil empregos. Ao mesmo tempo que reduziu a mão de obra, a sua receita líquida de vendas cresceu 32,3% e alcançou R$ 100 bilhões, em 2018. Os números são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa, divulgada nesta quinta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

    De acordo com o estudo, os salários nesse período de sete anos cresceram 9,2% a despeito da redução de pessoal. Segundo o IBGE, a indústria amazonense ocupou menos mão-de-obra que a paraense. Os segmentos de informática eletrônicos e óticos sãos as atividades que mais ocupam pessoal e as que mais faturam, e o segmento de produtos alimentícios possui a maior quantidade de unidades industriais.

    Número de unidades industrias em Manaus caiu 15% no mesmo período, segundo estudo do IBGE
    Número de unidades industrias em Manaus caiu 15% no mesmo período, segundo estudo do IBGE | Foto: Arquivo Em Tempo

    Conforme a pesquisa, havia 1.079 unidades locais de empresas industriais, com cinco ou mais pessoas ocupadas no Amazonas, em 2018. Essas unidades locais ocuparam 94.074 pessoas, pagaram R$ 4,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e R$ 2,7 bilhões em encargos sociais e trabalhistas, indenizações e benefícios. Entre 2012 e 2018, mesmo com a redução de 30,2 mil postos de trabalho, os salários e retiradas e outras remuneração subiram 9,6%.

    No período de sete anos, de 2012 a 2018, o número de unidades locais chegou ao menor volume em 2018 (1.079), uma redução de cerca de 15% em comparação com o ano de 2013; ano em que foi registrado o maior número de locais industriais, no Amazonas. Entre 2017 e 2018, também houve queda no número de unidades locais, de 1.108 para 1.079.

    Em 2018, das 1.079 unidades locais industriais de empresas industriais, 98,7% (1.065 unidades locais) eram indústrias de transformação, enquanto 1,3% eram indústrias extrativas. Ao mesmo tempo, a indústria de transformação ocupava mais pessoas, 97,7% do total de 94.074 pessoas ocupadas.

    A atividade industrial gerou cerca de R$ 40,5 bilhões em valor de transformação industrial, montante este decorrente do valor bruto da produção industrial (R$ 93,1 bilhões) e os custos das operações industriais (R$ 52,5 bilhão). Este valor foi 35% maior que em 2012 e 8,4% superior ao ano anterior (2017). Já a receita líquida de vendas, teve o seu melhor desempenho em sete anos, alcançando 100 bilhões de reais em 2018, o que representou um aumento de 32,3%. O crescimento das receitas de venda em 2018 foi 16,7% superior ao ano anterior.

    Quem mais emprega

    O ranking das atividades industriais com maior número de pessoas ocupadas é liderado pela indústria de transformação. Entre as com maior número pessoas ocupadas estão: fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (25.639 pessoas ocupadas, 27,2%), fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (13.286 pessoas ocupadas, 14,1%), fabricação de produtos de borracha e de material plástico (8.984 pessoas ocupadas, 9,55%), e fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6.533 pessoas ocupadas, 6,94%).

    No ranking das atividades com o maior total de receitas líquidas, em 2018, as primeiras posições ficaram com as indústrias de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (R$ 38,8 bilhões, 38,7%), fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (R$ 12,3 bilhões, 12,2%), fabricação de bebidas (R$ 8,0 bilhões, 7,9%) e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (R$ 4,3 bilhões, 4,2%).

    No ranking do valor da transformação industrial, em 2018, as atividades com maior geração de valor foram: fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (R$ 10,3 bilhões, 25,4%), fabricação de bebidas (R$ 6,9 bilhões, 17,0%), fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (R$ 3,9 bilhões, 9,7%), e fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (R$ 2,2 bilhões, 5,3%).


    *Com informações do IBGE