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    Seguros


    Seguros de automóveis com 'contrato por uso' aumentam 20%

    Devido à pandemia, aumentou em 20% os seguros de automobilistas de "pagamento por uso" contratados pela internet. Trata-se da modalidade “pay per use” que permite ter maior controle nos gastos, sem perder a proteção do carro.

    Com essa nova modalidade, o cliente pode escolher quando “ligar ou desligar” a proteção da cobertura, pagando apenas pelos momentos em que o veículo for utilizado com a apólice acionada.
    Com essa nova modalidade, o cliente pode escolher quando “ligar ou desligar” a proteção da cobertura, pagando apenas pelos momentos em que o veículo for utilizado com a apólice acionada. | Foto: Divulgação

    As formas de contratação on-demand ou pago por uso já são conhecidas entre os brasileiros na hora da aquisição de outro tipo de serviços, mas até pouco tempo isto não era permitido no setor dos seguros, mais particularmente na oferta de apólices de seguro de carro.

    Foi até que em agosto do ano passado, a  Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou a Circular n° 592 pela qual se estabeleceram as condições gerais de planos de seguros “com vigência reduzida de contrato e período intermitente” como a própria normativa os chama.

    A decisão da Susep veio procurar uma adequação dos produtos do mercado de seguros às necessidades reais do consumidor, habilitando a oferta de apólices que possam ser acionadas quando o cliente precisar. 

    Não foi preciso tanto tempo para que os titulares de carros começassem a se interessar com as condições, e isso não é estranho pra ninguém. A primeira pergunta é, as pessoas realmente precisam de seguro de carro às 24 hs.?

    A realidade é que os veículos passam a maior parte do dia parados em lugares seguros, como a garagem da própria casa ou do escritório, nos quais os riscos de acidentes, roubos ou furtos são mínimos. Mesmo assim, as coberturas tradicionais, com tarifas mensais e contratação anual, costumam ser um peso importante no orçamento do dono de um carro, o que acaba fazendo como que nenhuma proteco seja contratada.

    Quando levada a um panorama geral, essa situação pode se tornar em perigosa para a segurança pública vial: é que atualmente perto de 70% dos carros brasileiros não conta com seguro de acordo com dados da Confederação das Empresas de Seguros Gerais (CNSEG). 

    Com essa nova modalidade, o cliente pode escolher quando “ligar ou desligar” a proteção da cobertura, pagando apenas pelos momentos em que o veículo for utilizado com a apólice acionada.

    A possibilidade de pagar só pelo uso, pode fazer com que os custos de seguro diminuam um 50% ou até 80% se comparado com a contratação tradicional. 

    No período atual da pandemia esta tipología de seguros, que são adquiridos online,  ganharam um aumento significativo de consumidores interessados em economizar devido a crise gerada pela paralisação da maioria das atividades comerciais e industriais. 

    Um exemplo icônico é o caso da startup Thinkseg: as vendas do seguro Pay Per Use em maio cresceram um 250% em comparação com a média mensal do último trimestre do ano passado. Isto se deve principalmente ao fato de ser um produto personalizado, facilmente adquirido pela internet e que cobra só pelo utilizador, sendo que nos encontramos num contexto no qual muitos carros estão ficando parados ainda mais tempo do que nas anteriores rotinas dos donos. 

    Mesmo que esse assunto seja uma novidade no País, a venda de seguros nessa modalidade, é uma tendência global, segundo pesquisa World Insurance Report 2020, elaborada em 22 países pela consultoria. 


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