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    AVIAÇÃO REGIONAL


    Com malha reduzida, empresas aéreas retomam operações no Amazonas

    Companhias como a VoePass e a Azul anunciam programação da retomada dos voos por cidades amazonenses

    Azul volta a operar em Tabatinga e contará com voos para Belém e Porto Velho | Foto: Getty Images

    Manaus – Um dos setores mais atingidos pela pandemia da Covid-19, as companhias aéreas passam a retomar as atividades a partir do mês de julho no Amazonas. A redução de receita das empresas do setor em 2020 pode chegar a R$ 48 bilhões, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). Para remediar as perdas, as companhias estarão voltando aos poucos com a malha de voos regionais no Amazonas.

    A suspensão dos voos nas regiões Norte e Sudeste perdurou por cerca de três meses, por conta da pandemia e muitas companhias foram drasticamente atingidas pela decisão. Em previsão feita pela IATA, com a redução de receita de R$ 48 bilhões, em 2020, o impacto apenas no setor aéreo pode colocar em risco mais de 73 mil empregos diretos.

    De acordo com a assessoria da Azul Linhas Aéreas, a companhia volta a operar em Tabatinga no próximo 20 de julho e os voos serão diários, com escala em Tefé. Além disso, a empresa também contará com voos diretos de Manaus para Belém e Porto Velho. A companhia ressalta que já realizou a tratativa de todos os clientes prejudicados pelos cancelamentos dos voos no mês de maio.

    Azul volta a operar em Tabatinga e contará com voos para Belém e Porto Velho
    Azul volta a operar em Tabatinga e contará com voos para Belém e Porto Velho | Foto: Getty Images

    “A malha que estamos construindo para julho fortalece a conectividade da Azul para todas as regiões do país, reconectando o Brasil por meio do modal aéreo. Sabemos que esse transporte é fundamental para contribuir com a retomada da economia e estamos prontos para voar para cada região, garantindo a saúde de nossos clientes e tripulantes que precisam se deslocar entre as cidades”, afirma o vice-presidente de receitas da Azul, Abhi Shah.

    A companhia VoePass Linhas Aéreas também está retomando as operações aéreas a partir desta sexta-feira (3). Segundo a equipe da empresa, a região Norte será contemplada com nove localidades, sendo no Amazonas voos que ligam Manaus a Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Eirunepé, Carauari e Coari. Já no Pará, as operações serão retomadas em Belém, Itaituba e Altamira.

    A VoePass também volta a operar no Amazonas a partir desta sexta (3))
    A VoePass também volta a operar no Amazonas a partir desta sexta (3)) | Foto: Divulgação

    Segundo o diretor executivo da VoePass, Eduardo Busch, a volta integral das operações (47 destinos) depende de fatores como apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), retorno dos demais mercados e a evolução da pandemia.

    Em julho, a programação também contará com a retomada do Grupo Latam Airlines, com a rota Manaus (MAO) - São Paulo (GRU). Segundo a assessoria da companhia, a retomada ocorrerá de forma gradual e com malha aérea mínima e essencial para enfrentar os impactos causados pela pandemia da Covid-19.

    Voos nacionais irão ocorrer com a rota Manaus - São Paulo feita pela LATAM
    Voos nacionais irão ocorrer com a rota Manaus - São Paulo feita pela LATAM | Foto: Reprodução/Internet

    Todas as companhias estão empenhadas em recuperar as perdas e em cumprir as medidas de higiene e segurança. Estarão, por exemplo, reforçando a limpeza dos aviões e disponibilizando kits com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os passageiros, de acordo com os processos estabelecidos pela IATA.

    Anteriormente, a demanda por transportes aéreos praticamente zerou em todo mundo. No Brasil, a queda de demanda de passageiros nas três principais companhias, Gol, Azul e Latam, foi mais de 90%. O diretor da IATA no Brasil, Dany Oliveira, conta que a expectativa para 2020 era de um ano de lucros para o setor e que as empresas aéreas estavam preparadas para um forte aumento de demandas.

    “Compra de aeronaves, lançamento de novos destinos. Era um plano muito bom para o Brasil. Com esse impacto da Covid-19, esses planos tiveram que ser reajustados. Nesses últimos 75 anos, não conseguimos observar uma crise tão severa. Podemos dizer que o ano de 2020 é, sem dúvida, o pior ano da história da aviação”, diz Dany.

    Diretor da IATA no Brasil, Dany Oliveira
    Diretor da IATA no Brasil, Dany Oliveira | Foto: Divulgação

    Para se manter até o momento, as companhias aéreas diminuíram drasticamente a malha de voos, para menos de 10% da capacidade, cortaram investimentos, adiaram o recebimento de novas aeronaves e renegociaram prazos com fornecedores.

    Segundo a Infraero, um dos exemplos da queda pode ser representado pelos dados levantados pela empresa no mês de maio deste ano, onde o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (AM) registrou, aproximadamente, quatro vezes menos (509) operações de aviação comercial regular. No mesmo mês, em 2019, foram 2.126 operações.

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