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    SOBREPREÇO DO TIJOLO


    Olarias de Iranduba são notificadas por órgãos de defesa do consumidor

    Órgãos de defesa do consumidor querem combater o sobrepreço do tijolo que foi constatado em lojas de construção de Manaus

    Com notas das olarias, o Procon-AM vai tirar a contraprova do preço em Manaus | Foto: Mauro Smith/Aleam

    Manaus  - Após a constatação de sobrepreço do tijolo em lojas de material de construção em Manaus, órgãos de defesa do consumidor fiscalizaram e notificaram, nesta segunda-feira (20), duas olarias instaladas no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). A ação foi realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), em parceria com o Procon-AM e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem). 

    A Olaria Santo André foi autuada pelas equipes de fiscalização e tem o prazo de 48 horas para apresentar informações, notas fiscais e recibos de venda e frete de tijolos. Já a Olaria Rio Negro entregou aos órgãos de defesa do consumidor documentos fiscais de março (antes da pandemia) até a presente data.

    Olarias tem o prazo de 48 horas para prestar mais informações aos órgãos de defesa do consumidor
    Olarias tem o prazo de 48 horas para prestar mais informações aos órgãos de defesa do consumidor | Foto: Mauro Smith/Aleam

    O presidente da CDC/Aleam, João Luiz (Republicanos), afirmou que o foco das fiscalizações, iniciadas na semana passada, em parceria com o Procon-AM e o Ipem, é o reajuste de até 225% do valor do tijolo e de outros insumos utilizados na construção civil.

    “Nossa meta é encontrar uma resposta para esse aumento no valor do tijolo. O consumidor, que é a parte mais frágil nessa relação de consumo, não pode ser penalizado com esse reajuste, até o momento, injustificável. Por isso, vamos fiscalizar todas as etapas desse processo, desde a fabricação até a venda ao consumidor final”, afirmou o parlamentar.

    João Luiz destacou, ainda, que a comparação dos preços praticados pelas lojas de material de construção e olarias - antes da pandemia até este momento – irão nortear os próximos passos da fiscalização dos órgãos de defesa do consumidor, bem como as providências a serem tomadas em relação à prática abusiva de valores. 

    O chefe de fiscalização do Procon-AM, Pedro Malta, informou que somente após o fornecimento dos documentos de venda exigidos aos estabelecimentos será possível fazer uma avaliação da curva da lucratividade.

    “De posse de todas as informações necessárias para comparar valores, será possível descobrir o que, realmente, está acontecendo com o preço do tijolo e também de outros insumos. Isso porque, neste primeiro momento, durante a fiscalização às olarias, não foi possível identificar nenhuma abusividade, mas isso só poderemos comprovar com esses documentos em mãos”, explicou Malta. 

    Lojas notificadas

    Na semana passada, a CDC/Aleam, em parceria com o Procon-AM e o Ipem, fiscalizou e autuou oito lojas de material de construção localizadas nas Zonas Leste, Norte e Sul de Manaus. Os órgãos de defesa do consumidor deram um prazo de 48 horas para que os estabelecimentos apresentem documentos referente à aquisição de insumos, entre os quais, o tijolo. As ações são realizadas com base em denúncias, as quais apontam que o milheiro do tijolo passou de R$ 400 para R$ 900.


    *Com informações da assessoria