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    EFEITO PANDEMIA


    Fechamento de empregos formais desacelera no Brasil, em junho

    Ainda assim, somadas as perdas de março a junho, o volume de trabalhos formais fechados é superior a 1,5 milhão

    O saldo negativo de vagas de empregos com carteira assinada ficou em quase 11 mil | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Depois da exponencial alta do encerramento de vagas de trabalho com carteira assinada, no Brasil, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em abril e maio, o mês de junho fechou com desaceleração. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) apontam que o saldo negativo foi de quase 11 mil empregos formais a menos, mas com a soma das perdas de maio a junho, o volume de empregos perdidos com a pandemia é superior a 1,5 milhão.

    No sexto mês do ano, as demissões chegaram a 906.444 e as admissões a 895.460, em junho. Com isso, o saldo negativo ficou em 10.984 vagas, número inferior ao registrado em maio (-350.303) e principalmente de abril (-918.286), informou nesta terça-feira (28), a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

    A secretaria destaca que, no sexto mês do ano, “o mercado formal de trabalho apresentou melhora em relação a maio. Junho teve 16% menos desligamentos (166.799) e 24% mais admissões (172.520) do que maio”.

    No acumulado do primeiro semestre de 2020, de acordo com os dados do Caged, o saldo do emprego formal ficou negativo em 1.198.363, resultado do confronto do total de 6.718.276 admissões contra 7.916.639 desligamentos. Já a quantidade total de vínculos ativos com carteira assinada ficou em 37.611.260 e o salário médio de admissão em junho foi de R$ 1.696,92.

    O secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, afirmou que os dados mostram “uma reação clara do mercado de trabalho”, com retomada da economia. “Posso trazer indícios claros que já iniciamos a retomada. A retomada do mercado de trabalho é muito forte, expressiva. Temos meios para surpreender o mundo, como o nosso ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito”, afirmou.

    Setores

    A agropecuária foi o setor de melhor desempenho no mês de junho para o país, com a abertura de 36.836 novas vagas, seguido pela construção civil, que registrou saldo positivo de 17.270 postos de trabalho. O comércio e os serviços registram saldos negativos com o fechamento de 16.646 e 44.891 postos de trabalhos formais, respectivamente.

    Regiões

    Entre as regiões, o Centro-Oeste, o Norte e o Sul registraram resultados positivos, com saldos de 10.010, 6.547 e 1.699, de empregos formais respectivamente. O pior resultado foi o da Região Sudeste, que fechou o mês com menos 28.521 vagas de trabalho de carteira assinada. No Nordeste, o saldo ficou negativo em 1.341.

    Entre as unidades da Federação, o melhor resultado foi registrado no Estado de Mato Grosso, com a abertura de 6.709 postos de trabalho formais. Em contrapartida, o pior resultado foi no Rio de Janeiro, que no mês de junho registrou o fechamento de 16.801 vagas.

    Reforma trabalhista

    A modalidade trabalho intermitente teve saldo positivo de 5.223 empregos, resultado das 11.848 admissões e 6.625 desligamentos no período. De acordo com a secretaria, 79 trabalhadores tiveram mais de um contrato intermitente.

    Com 5.889 admissões em regime de tempo parcial e 11.461 desligamentos, o trabalho em regime de tempo parcial teve resultado negativo (-5.572). Foram registrados 19 trabalhadores com mais de um contrato em regime de tempo parcial.


    *Com informações da Agência Brasil