Política


Bolsonaro diz que busca ´meio termo´para prorrogar auxílio emergencial

"R$ 600 é muito, R$ 200 é pouco. Mas dá para chegar a um meio-termo e ser prorrogado por alguns meses, talvez até o final do ano", disse Bolsonaro

O governo federal estuda a liberação de mais parcelas do auxílio, além das cinco já aprovadas, porém, a medida depende de ajustes no Orçamento.
O governo federal estuda a liberação de mais parcelas do auxílio, além das cinco já aprovadas, porém, a medida depende de ajustes no Orçamento. | Foto: Marcos Corrêa/PR

Brasília (DF) - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (19) em cerimônia ao lado do ministro da Economia Paulo Guedes, que espera, em parceria com o Congresso Nacional, encontrar um 'meio-termo' sobre a prorrogação do auxílio emergencial, contribuição de ajuda a brasileiros desempregados ou em situação vulnerável durante a pandemia do novo coronavírus.  "Hoje tomei café da manhã com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e tratamos deste assunto. Os R$ 600 pesa muito para a União, porque é endividamento. E se o país endivida, você perde credibilidade", disse Bolsonaro.

Sobre a prorrogação do auxílio emergencia, Bolsonaro falou em conseguir um meio termo. "R$ 600 é muito, R$ 200 é pouco. Mas dá para chegar a um meio-termo e ser prorrogado por alguns meses, talvez até o final do ano de modo que consigamos sair dessa situação, fazendo com o que os empregos voltem à normalidade", acrescentou.

O governo federal estuda a liberação de mais parcelas do auxílio, além das cinco já aprovadas, porém, a medida depende de ajustes no Orçamento.

Aprovação da Câmara e Senado

A lei aprovada pelo Congresso dá ao presidente Bolsonaro autonomia para liberar novas parcelas de R$ 600 (ou R$ 1.200 para mães chefe de família) até o final do ano, desde que indique de onde virá o dinheiro. Se quiser reduzir o valor das parcelas ou prorrogar o auxílio para 2021, o governo precisará da aprovação da Câmara e do Senado.

Rodrigo Maia

Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que espera uma posição oficial do governo sobre a prorrogação do pagamento do auxílio e também da criação de um programa de renda básica, para se iniciar a discussão sobre de onde viriam os recursos para isso, sem afetar o teto de gastos.

"Temos de esperar a posição oficial do governo sobre esse assunto. A gente sabe que o auxílio foi fundamental, urgente e teve um impacto muito grande para milhões de brasileiros. O governo vai precisar apresentar sua posição em relação às condições de prorrogar, em qual valor, para que a gente saiba qual impacto que isso tem nas contas públicas", disse Maia.