PRODUÇÃO INDUSTRIAL


Alta na indústria nacional alimenta otimismo no setor no AM

No âmbito nacional, a produção industrial brasileira registrou alta de 8% na passagem de junho para julho deste ano

No Amazonas, o setor vem de uma sequência de alta a partir do mês de maio
No Amazonas, o setor vem de uma sequência de alta a partir do mês de maio | Foto: Arquivo EM TEMPO

Manaus - Otimismo toma conta do empresariado do Polo Industrial de Manaus (PIM), no segundo semestre, frente ao resultado da produção da indústria nacional que registrou alta de 8% na passagem de junho para julho deste ano, segundo dados divulgados, nesta quinta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador regional será divulgado pelo instituto no dia 9 de setembro.

É a terceira alta consecutiva do indicador, que ainda não conseguiu eliminar a perda de 27% registrada no segundo bimestre do ano (março e abril) devido à pandemia da Covid-19, mas ainda assim anima o setor, uma vez que a produção também registrou alta (8,8%) na média móvel trimestral. Nos demais tipos de comparação, no entanto, houve quedas: na comparação com julho de 2019 (-3%), no acumulado do ano (-9,6%) e no acumulado em 12 meses (-5,7%).

Segundo o presidente do Centro da indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, a atividade produtiva veio sendo retomada depois de maio. “Maio foi melhor que abril (quando as indústrias estavam paradas); junho foi melhor que maio (quando iniciaram as atividades em todos os segmentos), julho foi melhor que junho e, provavelmente, teremos agosto melhor que julho. Não acho que na mesma porcentagem, mas melhor”, diz o presidente do Cieam.

Wilson Périco afirma que a tendência é forte de que o resultado regional seguirá a tendência nacional
Wilson Périco afirma que a tendência é forte de que o resultado regional seguirá a tendência nacional | Foto: Arquivo EM TEMPO

Confiante nos resultados dos próximos meses, nesse segundo semestre, Périco coloca o pé no chão e avalia que, ainda, é muito cedo para falar de recuperação da indústria da Zona Franca de Manaus (ZFM), em relação às perdas causadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Esse comparativo é mês a mês. Se compararmos com o mesmo período do ano passado o resultando acumulado é negativo. Temos que entender que a atividade produtora ficou praticamente dois meses parada, total ou parcialmente”, observou

Apesar de um posicionamento pé no chão, o presidente do Cieam afirma que há otimismo no setor, em especial pelas medidas econômicas tomadas pelo Governo Federal, nas últimas semanas. “O fato de termos retomado as atividades do comércio; o auxílio oferecido pelo Governo Federal (R$ 600) e a prorrogação desse auxílio até o final do ano (R$ 300); e a proximidade do final do ano, são fatores que geram esse otimismo”, pontua.

O supervisor de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Jaques, disse que o resultado da indústria amazonense, que será divulgado na próxima semana, tem a tendência de alta e até mesmo melhor que a média nacional. “Os dados nacionais se debruçam sobre todas atividades industriais do país, inclusive as dez de ocorrência no Amazonas. No entanto, como as nossas atividades industriais não são exclusivas, é possível que uma atividade que tenha ido mal no nível nacional, tenha se destacado no nível regional”, explica Jaques.

Setor está otimista quanto ao desemprenho produtivo do segundo semestre
Setor está otimista quanto ao desemprenho produtivo do segundo semestre | Foto: Divulgação

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De acordo com dados do IBGE nacional, o avanço de 8% da produção, na passagem de junho para julho, foi resultado de altas nas quatro grandes categorias econômicas da indústria, com destaque para os bens de consumo duráveis (42%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo, cresceram 15%.

No caso dos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, houve alta de 8,4%. Já os bens de consumo semi e não duráveis cresceram 4,7%.

Entre as atividades industriais, houve altas em 25 dos 26 ramos pesquisados. A principal alta ocorreu no setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (43,9%). “A indústria automotiva puxa diversos setores em conjunto, sendo o ponto principal de outras cadeias produtivas”, afirma o pesquisador do IBGE André Macedo.

Também houve altas importantes na metalurgia (18,7%), indústrias extrativas (6,7%), máquinas e equipamentos (14,2%), coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%). Por outro lado, o ramo de impressão e reprodução de gravações foi o único setor em queda (-40,6%).


*Com informações da Agência Brasil


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