CONSTRUÇÃO CIVIL


Amazonas lidera alta no custo da construção em agosto no Brasil

Com alta no custo da construção 1,69%, Amazonas registra um indicador anual quatro vezes maior que a inflação

Em agosto, somente os materiais de construção foram os responsáveis pelo aumento
Em agosto, somente os materiais de construção foram os responsáveis pelo aumento | Foto: Arquivo Em Tempo

Manaus - O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), no Amazonas, para o mês de agosto de 2020, divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou variação de 1,69% em relação a julho. A variação foi de 1,20 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Na comparação com a inflação de 0,24% do mês, o indicador foi maior 1,45 pontos percentuais.

A variação percentual acumulada em 2020 alcançou 2,85% em agosto, contra 1,14% em julho passado. Ou seja, o custo médio da construção no ano aumentou 1,71 pontos percentuais (p.p.) entre os dois meses. O acumulado de aumento no ano é 2,15 pontos acima da inflação acumulada de 0,70%.

No Estado, nos últimos doze meses, o indicador já acumula 6,85% de crescimento. A inflação oficial para doze meses está acumulada em 2,44%. A variação positiva de 1,69%, em agosto, foi maior do que aquela a nível nacional, que foi de 0,88%.

No Brasil, esse índice de custo médio apresentou a variação percentual de 0,88% em agosto, quando aumentou 0,39 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,49%). A variação dos últimos doze meses foi 3,78%, ou seja, 0,45% p.p. acima daquela variação registrada em julho (3,33%).

Liderança negativa

A variação percentual da construção civil do Amazonas, de 1,69%, obtida em agosto, em relação ao mesmo mês anterior, foi a mais alta entre as Unidades da Federação. Os menores índices foram os de Roraima, com 0,47%, Rio Grande do Sul, com 0,25%, e Rondônia, com 0,22%. E os maiores, os do Amazonas, com 1,69%, Sergipe, com 1,54%, e Ceará, com 1,5%.

O custo médio por metro quadrado da construção civil, em moeda corrente (Reais), no Amazonas, aumentou de R$ 1.158,20, em julho, para R$ 1.177,75, no mês agosto. No Brasil, esse custo ficou em R$ 1.191,84, em agosto.

O custo médio por metro quadrado da componente material, em moeda corrente (Reais), no Amazonas, aumentou de R$ 646,47, em julho, para R$ 666,02, em agosto. Aumento de R$19,55 (3,0%) em apenas um mês. Já o custo médio por metro quadrado da componente mão de obra, em moeda corrente, no Amazonas, foi de R$ 511,73, em agosto, mantendo-se igual a julho (R$ 511,73).

Outros estados

O custo médio da construção civil no Estado do Amazonas, de R$1.177,75, colocou o Estado em uma posição intermediária em relação às outras Unidades da Federação. Os menores custos foram os de Sergipe (R$ 1.022,51), Pernambuco (R$ 1.068,26) e Rio Grande do Norte (R$ 1.070,55). E os maiores os de Santa Catarina (R$ 1.352,85), Rio de Janeiro (R$ 1.338,8) e Acre (R$ 1.321,75).

O custo médio da componente material no Amazonas, de R$666,02, colocou o estado em uma posição intermediária em relação às outras Unidades da Federação. Os menores custos de material foram os de Sergipe (R$ 564,63), Espírito Santo (R$ 569,32) e Pernambuco (R$ 581,61). E os maiores, os do Acre (R$ 749,77), Distrito Federal (R$ 703,5) e Rondônia (R$ 701,12).

O custo médio da componente mão-de-obra no Amazonas, de R$511,73, colocou o estado em uma posição intermediária em relação às outras Unidades da Federação. Os menores custos de mão de obra ficaram por conta de: Sergipe (R$ 457,88), Rio Grande do Norte (R$ 465,41) e Ceará (R$ 468,01). E os maiores foram os do Rio de Janeiro (R$ 699,00), Santa Catarina (R$ 694,4) e São Paulo (R$ 643,80).


*Com informações do IBGE Amazonas