Benefício


Bolsonaro diz que seguro-defeso vai continuar mesmo com Renda Brasil

O auxílio vai continuar a ser pago normalmente

No alvo estavam, além do seguro-defeso, o abono salarial | Foto: Divulgação

Após a equipe econômica elencar a possibilidade de pôr fim ao seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) para viabilizar o programa Renda Brasil, o presidente Jair Bolsonaro enfatizou nesta quinta-feira, 10, que o auxílio vai continuar a ser pago normalmente. Bolsonaro falou sobre o tema ao lado do secretário da Pesca, Jorge Seif Jr., durante transmissão ao vivo nas redes sociais que faz semanalmente.

A proposta da equipe econômica, criticada por Bolsonaro, previa o corte de programas considerados "ineficientes" para abrir espaço no Orçamento para o substituto do Bolsa Família, pensando para ser a marca social do governo.

No alvo estavam, além do seguro-defeso, o abono salarial (benefício de até um salário mínimo pago a quem ganha até dois pisos), o salário-família ( pago a trabalhadores formais e autônomos que contribuem para a Previdência Social, de acordo com a quantidade de filhos) e o Farmácia Popular, de distribuição gratuita de remédios.

Bolsonaro já tinha criticado, publicamente a mudança no abono, ao dizer que vetou o desenho sugerido pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, porque não quer "tirar de pobres para dar a paupérrimos".

"A questão do Renda Brasil... O pessoal dá ideias, quem decide na ponta da linha o programa é o Paulo Guedes e eu. Nós ouvimos todo mundo", disse Bolsonaro. Segundo o presidente, "algumas ideias que chegam são absurdas". "A questão do seguro defeso, é por quatro a cinco meses por ano, mais ou menos R$ 1 mil por mês, onde o pescador não pesca", explicou o presidente.