reação e retração


Indústria e serviços reagem, mas ainda acumulam retração em 2020

Dois dos principais setores econômicos do Amazonas lutam para recuperar as perdas causadas pela pandemia

Indústria teve um julho melhor que a média nacional, mas acumula 15,9% de retração no ano
Indústria teve um julho melhor que a média nacional, mas acumula 15,9% de retração no ano | Foto: Arquivo Em Tempo/Márcio Melo

Manaus - A indústria e os serviços, dois dos três principais setores econômicos do Amazonas, seguem no pós-período crítico da pandemia da Covid-19, no caminho da recuperação das perdas, como mostram os números do mês de julho, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no confronto mês a mês. Contudo, eles ainda não conseguiram, no sétimo mês do ano, superar os resultados do acumulado do ano, do mesmo período de 2019.

De acordo com dados do IBGE, enquanto a indústria amazonense no mês de julho registrou crescimento de 14,6%, maior que a média nacional (8%), restou ao setor uma retração acumulada de 15,9% no ano se comparado ao mesmo período de 2019, por conta dos efeitos da pandemia que paralisou integral e parcialmente muitas empresas do setor.

O setor dos serviços, por sua vez, também registrou crescimento de 1,9%, em julho. No entanto, apesar da terceira alta consecutiva (maio, junho e julho), se janeiro a julho, o setor ainda acumula retração de 2,1%. Os serviços que já começaram o ano de 2020 em queda, com recuo de o,1% em janeiro e 4,1% em fevereiro, agravou a crise em abril, um dos meses mais críticos da pandemia, com uma perda de 15,7%.

Diferente da indústria e dos serviços, o comércio que marcou no período crítico da pandemia, de 18 de março a 31 junho, o cenário mais catastrófico da economia, com centenas de lojas e shoppings center de portas fechadas, em julho deste ano o setor conseguiu sair do vermelho, com alta de 5,5% em relação ao mês anterior e de 19,7% no confronto com igual mês do ano anterior. Com esses números do volume de vendas do comércio varejista, o setor registrou alta de 2,5%, no acumulado dos sete meses do ano.

Setor de serviços

Um setor que complementa a indústria e o comércio, os serviços no Amazonas, em julho, registraram um volume tímido de apenas 1,9%, frente a junho de 2020, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços no Amazonas caiu 1,8%, frente a julho de 2019. No acumulado do ano, a taxa também foi negativa (-2,1%), em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador o índice foi de leve alta (0,6%).

A variação percentual, que compara o volume de serviços do mês atual com o mês anterior, de 1,9% obtida em julho de 2020 colocou o setor de serviços do Estado do Amazonas na posição intermediária (15º) entre outros Estados. Os piores desempenhos ficaram por conta do Ceará (-2,5%), Rio Grande do Norte (-1,3%) e Bahia (-0,9%). Os melhores desempenhos foram registrados em Alagoas (9,5%), Roraima (8,2%), e Distrito Federal (5,2%).

A variação percentual acumulada no ano, que compara o volume de serviços do período atual com o mesmo período do ano anterior, de -2,1%, obtida em julho, colocou o setor de serviços do Amazonas na terceira posição entre as outras Unidades da Federação. Os piores desempenhos foram em Alagoas (-19,0%), Bahia (-18,0%), e Piauí (-17,8%). O único desempenho positivo foi o de Rondônia, com 3,9%.

Em julho de 2020, a receita nominal diminuiu 1,0%, frente a junho de 2020, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor de serviços no Amazonas diminuiu 6,6%. No acumulado do ano, o setor também sofreu queda de 1,0%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado dos últimos doze meses, o indicador aumentou 4,0%. No cálculo da receita nominal, os dados não são deflacionados.