Pandemia


Auxílio emergencial não será prorrogado após dezembro, diz Bolsonaro

Segundo o presidente, o país não pode mais se endividar por causa do benefício criado para minimizar os impactos na pandemia

De acordo com o chefe de Estado, o país não pode se endividar mais
De acordo com o chefe de Estado, o país não pode se endividar mais | Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não vai prorrogar novamente o auxílio emergencial após dezembro. A declaração foi feita durante transmissão realizada nas redes sociais nesta quinta-feira (10).

O benefício foi criado para minimizar os impactos da pandemia provocada pelo coronavírus. Em março, a ajuda foi aprovada como suporte a trabalhadores informais e autônomos que perderam a renda devido à crise. A princípio, a medida previa pagamento no valor de R$ 600 pelo período de 3 meses.

Porém, de acordo com o chefe de Estado, o país não pode se endividar mais.

"Estamos vivendo ambiente muito bom aqui dentro do Executivo, Judiciário e Legislativo, e, obviamente, esse clima bom é que temos que aproveitar para aprovar projetos e fazer a economia pegar. Se não trabalhar, não come. A gente lamenta, mas o auxílio emergencial era para três meses, prorrogamos para cinco meses e agora acabou. Criamos um outro auxílio, agora de R$ 300. Não é porque quero pagar menos, mas o Brasil não tem como se endividar mais. O endividamento cresce muito, juros podem crescer, pode voltar inflação. Não quero culpar ninguém, mas vamos pedir auxílio para quem tirou seu emprego. 'Fique em casa, a economia a gente vê depois'. Agora chegou o boleto", disse.

Alta no preço do arroz

Na mesma live, Bolsonaro declarou que o auxílio e a alta do dólar contribuíram para o aumento no preço do arroz.

"Por que o arroz subiu de preço? Com auxílio emergencial, a pessoa começou a consumir um pouco mais, mas um pouco perto de milhões de pessoas ajudou a desaparecer essa mercadoria das prateleiras. O dólar também está alto, facilitam as exportações. Tenho conversado sempre com os ministros, presidente do Banco Central, [sobre] o que a gente pode falar para o dólar aí não subir tanto, o que o governo pode fazer legalmente, obedecendo as regras do mercado", disse.

No entanto, o chefe do Estado ressaltou que não pretende "tabelar o grão".

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