Estudo


Gastos com transporte registram queda de 23,50%

Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, analisou dados de 136 mil usuários entre janeiro e julho

Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos com transporte tiveram uma queda de, aproximadamente, 19,46% em comparação com fevereiro
Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos com transporte tiveram uma queda de, aproximadamente, 19,46% em comparação com fevereiro | Foto: Reprodução

A Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, analisou dados de mais de 136 mil usuários da plataforma entre os meses de janeiro e julho de 2020, e constatou que os gastos com transporte diminuíram em julho 23,50% em comparação com o primeiro mês do ano. Para esse recorte, a empresa considerou os gastos cadastrados com as palavras: transporte, aplicativos de transporte, táxi, ônibus, estacionamento, combustível, gasolina, etanol, álcool e diesel.

Em março, início da quarentena no Brasil, os gastos com transporte tiveram uma queda de, aproximadamente, 19,46% em comparação com fevereiro. Em abril e maio, os gastos com essa categoria continuaram a diminuir, atingindo a maior baixa em maio, uma queda de 45,37% em comparação com os gastos em janeiro. Para o CEO da Mobills, Carlos Terceiro, a queda consecutiva de gastos nessa categoria está relacionada com a adesão do isolamento. "A maioria das pessoas que aderiram ao home office não tiveram gastos no período com o deslocamento casa/trabalho e a manutenção para quem possuía um carro, também diminuiu", explica.

Já nos meses seguintes - junho e julho - os números apresentaram crescimento. Em junho, mês que tivemos aumento da flexibilização do isolamento em muitos Estados houve uma aumento de 13,02% em comparação com maio. Em julho, os gastos com transporte voltaram a aumentar, no total 23,90% em comparação com junho.

Valor gasto por transação registra pequena queda

O estudo dos dados também analisou crescimento no ticket médio dos gastos realizadas pelos usuários do app nesta categoria.

Nos dois primeiros meses do ano, o valor médio registrado com transportes era de R$ 277,46. Em março, o valor diminuiu em 9,99% comparação com fevereiro. Em abril e maio o ticket médio continuou apresentando queda, sendo que em maio atingiu o menor valor de R$ 219,42. Em junho e julho, a média voltou a aumentar, atingindo R$ 225,08 e R$ 244,92, respectivamente.

Apesar do aumento, Carlos destaca que o valor de julho ainda é 12,87% menor do que a média apresentada em janeiro. "Mesmo com a flexibilização muitas pessoas continuam trabalhando em home office. Muitos também perceberam que algumas despesas com locomoção podem ser diminuídas ou feitas com outros meios de transporte, como de bicicleta ou até a pé", finaliza.