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    Agricultura


    Produção de arroz dobra no Amazonas e pode alavancar a economia

    Safra alcançou o dobro da área de plantio, passando de 1,2 mil hectares a 2,4 mil

    No Amazonas, o cultivo de arroz ocorre, em grande parte, para o consumo próprio, manejado em condição de sequeiro | Foto: Divulgação/ Sepror

    Manaus - A safra de grãos do período de 2019 a 2020, que começa em junho de um ano e termina em julho do ano seguinte, rendeu bons resultados aos produtores do Amazonas. No caso do arroz, a safra deste período alcançou o dobro da área de plantio, passando de 1,2 mil hectares a 2,4 mil. Já a produção foi de 5,4 mil toneladas, representando um aumento de 100% em relação à safra de 2018 a 2019, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    No Amazonas, o cultivo de arroz ocorre, em grande parte, para o consumo próprio, manejado em condição de sequeiro. De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, a ampliação do plantio e produção de arroz no estado tem estimulado essa expansão e a valorização do arroz no mercado nacional, o que gera uma boa expectativa para a comercialização.

    "Esse aumento de produção não significa queda no valor para o consumidor, porque a produção local ainda não atende a demanda pelo mercado consumidor do Amazonas. Esse crescimento da produção de arroz é muito bem-vindo porque representa incremento da economia rural, a partir de maior geração de emprego e renda no interior do estado e diminuição da dependência de compra de arroz de outros estados", afirma Muni. 

    Soja se mantém na média

    A produção da soja, grão que mais se destaca no Amazonas, manteve a mesma quantidade da safra anterior, com 5,3 mil toneladas. Já a de feijão foi 18,8% menor: de 3,2 mil toneladas produzidas, caiu para 2,6 mil toneladas. No total da produção de todos os tipos de grãos, esta safra teve um cultivo de 41,7 mil toneladas, contra 38,7 mil do período anterior, o que representou um aumento de 7,8%. No Sul do Amazonas, no município de Humaitá, a 698 quilômetros da capital, é onde está localizada a Fazenda Santa Rita, referência na produção de grãos no estado, principalmente de soja.

    O diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Valdenor Cardoso, afirma que empresários têm investido na produção dos grãos de milho, soja e arroz, na região. "O mercado nacional e internacional está bom, o preço do arroz está bom, e empresários têm investido em grãos no Estado e o Governo do Amazonas vem dando assistência. Isso vai ter impacto no mercado, vai regular o preço. Parte dessa produção deve ficar na região e estabiliza o mercado local e até Manaus", afirma. 

    Outro grão que teve uma boa safra foi o milho, que rendeu 28,4 mil toneladas, representando uma alta de 3,3%. As culturas de milho do Amazonas se concentram principalmente em Manacapuru e Boca do Acre, onde está a maior concentração de lotes de animais de boa raça, já que entre 60% e 70% da produção é destinada à ração. As culturas do milho e feijão-caupi são contempladas nos projetos prioritários do Idam.

    A safra de milho rendeu 3,3% a mais do que no período anterior
    A safra de milho rendeu 3,3% a mais do que no período anterior | Foto: Síglia Regina dos Santos Souza

    Produção

    A área total de produção de grãos no Amazonas também apresentou um crescimento. Na safra de 2018 a 2019 foram 17,9 mil hectares plantados contra 18,7 mil do período mais atual, um aumento de 4,5%. As áreas de produção de arroz se destacam na região do rio Juruá, principalmente nos municípios de Eirunepé e Envira, e também nas sub-regiões do Rio Madeira e Médio.

    "O crescimento da produção de arroz gera ocupação, gera renda, gera serviços, gera movimentação na economia ligada a transporte, postos de gasolina, entre outros. Sempre é bom produzir mais. Por isso, o Governo do Amazonas, por meio do Idam, tem apoiado os produtores da região do Sul do Amazonas", ressalta Valdenor. 

    | Foto: Divulgação/Sepror

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