PIB


FMI revisa estimativas e economia brasileira deve 'encolher' 5,8%

Em junho, previsão era de que a economia brasileira tivesse contração recorde de 9,1% em 2020

O fundo projetou um tombo de 4,4% para a economia global | Foto: José Paulo Lacerda

Manaus - O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou, na terça-feira (13), suas estimativas para a economia mundial. Em seu relatório 'World Economic Outlook', o fundo projetou um tombo de 4,4% para a economia global em 2020  - uma melhora em relação à junho, que via uma queda de 4,9%. Houve melhora também nas estimativas para o Brasil: o FMI agora vê uma queda de 5,8% no PIB brasileiro este ano.

Em junho, a estimativa era de um tombo de 9,1% no Brasil, o maior em 120 anos. A entidade, no entanto, já havia apontado esta previsão para a economia nacional em um relatório específico sobre o país. Ao mesmo tempo, foram revisadas para baixo as previsões de crescimento em 2021: a estimativa é de uma expansão global de 5,2%, enquanto o Brasil deve crescer 2,8% - em junho, essas previsões era de 5,4% e 3,6%, respectivamente.

Emergentes e em desenvolvimento

O Fundo alerta que, mesmo com a retomada de atividades durante a pandemia, as perspectivas econômicas dos mercados emergentes e em desenvolvimento, com exceção da China (cuja economia deve crescer 1,9% este ano, na única expansão entre os países discriminados no relatório), continuam "precárias".

Segundo o documento, a contínua transmissão do coronavírus, a sobrecarga dos sistemas públicos de saúde e a dependência de financiamento externo, incluindo remessas, são fatores que refletem na atividade econômica de um país. "Todas as regiões de mercados emergentes e de economias em desenvolvimento devem contrair este ano, incluindo notavelmente a Ásia, onde grandes economias, como Índia e Indonésia, continuam tentando controlar a pandemia", informou o relatório.

O FMI mostra uma situação especialmente alarmante na Índia, onde o PIB sofreu uma contração muito acima da esperada no segundo trimestre. Como consequência, a estimativa para o desempenho da economia do país este ano passou de uma queda de 4,5% para um tombo de 10,3%. Para o próximo ano, foi estimado um crescimento de 8,8%. Com isso, a previsão para a Ásia emergente e em desenvolvimento passou de -0,8% para -1,7%.

Sobre o Brasil, a organização destacou a recuperação da atividade industrial em julho e agosto, em relação aos meses anteriores, mas ponderou que o setor de serviços ainda enfrenta dificuldades para se recuperar por conta do alto número de infectados.

*Com informações do G1


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