Fonte: OpenWeather

    Economia brasileira


    Guedes afirma que recuo na economia será menor que o esperado

    O ministro acrescentou que a manutenção do teto é uma “grande luta”

    A firmação foi feita durante transmissão
    A firmação foi feita durante transmissão | Foto: Tomaz Silva-AgênciaBrasil

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (19) que a economia brasileira está em recuperação e o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano será menor do que o esperado inicialmente.  

    “A previsão inicial do FMI [Fundo Monetário Internacional] e outras instituições financeiras era que o PIB brasileiro cairia quase 10%, ou mais e nós revisamos para 5% a 5,5%, metade da estimativa inicial. Mas pensamos que vai ser muito menos do que isso: 4% de queda”, afirmou o ministro em vídeo gravado e transmitido em reunião virtual da Cúpula da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

    Em setembro, quando a última estimativa foi divulgada, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a projeção para a queda da economia, neste ano, em 4,7%.

    Em pesquisa do BC ao mercado financeiro divulgada hoje, a previsão de bancos é que ao PIB terá retração de 5% em 2020.

    Guedes defendeu ainda o teto de gastos para controlar as contas públicas. De acordo com o ministro, enquanto a classe política não tiver controle sobre o orçamento, por conta das indexações que existem atualmente, não será possível eliminar o teto de gastos. 

    “Se desindexarmos o orçamento, se fizermos desobrigação, desvincularmos todos esses gastos e a classe política tomar controle do orçamento novamente, como em qualquer outro país, poderíamos nos dar ao luxo de liberar esse teto”, disse.

    O ministro acrescentou que a manutenção do teto é uma “grande luta”. “Em alguns momentos há até luta interna, fogo amigo, pessoas aqui que querem gastar dinheiro e mandam sinais mistos para o mercado, isso é muito ruim”, disse. Guedes destacou que o presidente Jair Bolsonaro tem dado apoio para a manutenção do teto dos gastos.

    *Via Agência Brasil

    Leia mais:

    Caixa 2020 abre seleção para estagiários em todo o país

    Efeito pandemia: como sobreviver à redução de salário ou demissão?