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    Economia


    Venda de material escolar deve ser 9% superior neste ano

    Segmentos de estamparia, sapatos e bens de informática terão bons desempenhos – foto: Joel Rosa
     
     
     
    A menos de uma semana para o período de maior aquecimento nas vendas do varejo escolar, os lojistas de Manaus projetam vendas sazonais até 9% maiores que o volume observado no período de 15 de janeiro a 15 fevereiro nos segmentos ligados a material escolar.
    Os dados foram divulgados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) nesta terça-feira (8) e apontam ainda que o aumento das vendas deve acompanhar a demanda por mão de obra, cuja escalada deve absorver de imediato pelo menos três mil trabalhadores. 
    Segundo o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, os segmentos de malharia/estamparia, tecidos, sapatos, bens de informática e livrarias/papelarias deverão puxar o faturamento sazonal neste mês.
    “Trata-se de um momento único para esses segmentos varejistas. É praticamente um Natal para eles, tal o volume de consumo. Em termos comparativos, desconsiderando a chegada de novos lojistas e as perdas inflacionárias, o faturamento no setor deverá ser até 12% maior que no mesmo período do ano passado”, explicou o dirigente.
    Para a empresária Samia Ziad Ibrahim, que atua no segmento de papelaria, o momento é de fato um dos mais esperados pelos varejistas do centro da cidade, que ampliaram o estoque e prepararam estratégias de vendas para fidelizar clientes.
    “Algumas escolas terão o retorno das aulas agora no fim de janeiro e os pais que compram hoje, estão à procura de garantir o material. Para essa grande demanda, aumentamos o efetivo da loja. Foram contratados para esta época mais dez atendentes. O horário também será estendido até as 19h30, para facilitar o atendimento aos pais que saem do serviço e só dispõem desse tempo para as compras”, disse Samia ao EM TEMPO Online.
    Especialista adverteMas, como em todo momento sazonal, a lei da procura e da oferta acaba representando um grande entrave para o bolso do consumidor, que poderá ver a compra do material escolar impactar em até 22% a renda familiar.
    A estimativa é do doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, Álvaro Smont, cuja base de cálculo é o Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos, que apresentou nos últimos 12 meses encerrados no mês passado, a variação de 6,57%, contra 5,69% da inflação geral.
    “Este período, portanto, exige cautela na hora das compras. Quanto mais pesquisa para encontrar produtos mais baratos, melhor, pois assim como a lei da oferta e da demanda ocasiona o aumento dos preços, a concorrência com similares faz a diferença na hora da compra”, explicou.
    A opinião do especialista é compartilhada com a do diretor do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor do Amazonas (Procon-AM), Guilherme Frederico Gomes, que recomenda atenção na hora da compra.
    “A nota fiscal é muito importante para garantir essa troca de mercadoria ou devolução do dinheiro. Mesmo assim, ainda não registramos casos de reclamações contra o varejo escolar este ano”, disse.