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    Agricultura


    Coca-Cola Brasil garante compra de guaraná de produtores no Amazonas

    Empresa manteve a compra de guaraná nos municípios produtores do fruto

    O trabalho da Coca-Cola Brasil com os produtores de guaraná do Amazonas teve início em 2016 | Foto: Divulgação

    Manaus - As famílias produtoras de guaraná, em 14 municípios, no Amazonas, já têm a venda do fruto garantida. A Coca-Cola Brasil, que por meio do programa Olhos da Floresta incentiva o cultivo do guaraná no Estado, manteve a compra da safra em todos os municípios em que já atua. Serão 300 famílias beneficiadas e a safra já começa a ser colhida para a comercialização entre dezembro e janeiro.

    De acordo com o agrônomo e especialista em agricultura da empresa João Carlos Santos, no fim de agosto a Coca-Cola Brasil iniciou as negociações com os produtores para a compra do fruto. “A pandemia nos tirou do campo num aspecto presencial, mas nem por isso deixamos de estar junto dos agricultores. Ampliamos ainda mais o diálogo com as famílias que produzem o guaraná, buscando fortalecer essa rede e garantir uma safra de qualidade com uma linha direta de comunicação personalizada”, destacou.

    O trabalho da Coca-Cola Brasil com os produtores de guaraná do Amazonas teve início em 2016, na plataforma Olhos da Floresta, que tem como foco a garantia de origem, rastreabilidade, assistência técnica e boas práticas agrícolas sustentáveis, além da compra do guaraná, lembra João Carlos Santos.  

    Ao longo dos anos, segundo o agrônomo, a empresa vem fortalecendo as cooperativas e associações no interior, contribuindo para melhorar a logística, a segurança do trabalho e incentivando boas práticas de manejo sustentável na cadeia do guaraná. A ideia, além de garantir a qualidade do fruto e os protocolos de rastreabilidade, é também tornar os produtores preparados para mercados competitivos internacionalmente.

    “Nesse momento delicado, em que todo o país foi afetado com a pandemia da Covid-19, percebemos ainda mais importância cultural e econômica desde setor da agricultura que está entre os primeiras cadeias agrícolas mais geradoras de renda do Estado, considerando o impacto por família. É de lá que eles tiram a renda da família para suprir seus investimentos no campo para todo o ano. Com toda a assistência técnica que receberam durante esses anos puderam levar a diante o cultivo do fruto dentro dos protocolos exigidos na cadeia de rastreabilidade da Coca-Cola Brasil e trabalhando sempre a produtividade”, destaca João Carlos Santos.

    A colheita nos 14 municípios - Urucará, São Sebastião do Uatumã, Apuí, Novo Aripuanã, Maués, Manacapuru, Borba, Itapiranga, Silves, Canutama, Parintins, Autazes, Presidente Figueiredo e Iranduba –, já teve início e será entregue a companhia no início de janeiro. A produção, segundo o agrônomo, será comercializada através de associações e cooperativas respeitando todo os protocolos da rastreabilidade e boas práticas agrícolas.  

    Presença virtual no campo  

    A pandemia, que mudou a rotina de trabalho em todas as áreas, também trouxe uma nova dinâmica na relação entre os produtores de guaraná e a Coca-Cola Brasil. Acostumado com as idas e vindas ao interior, e a uma agenda de viagens intensificada entre os meses de setembro a dezembro, Santos conta que a pandemia o tirou do campo, mas não de perto dos produtores. Segundo ele, foi preciso redobrar o diálogo com as famílias e também se reinventar.

    “No campo já sabíamos lidar muito bem com os problemas de logística e acesso, mas com a pandemia impedindo as viagens passamos a enfrentar outro problema comum na região: a falta de internet. Esse sempre foi um dos gargalos no Amazonas, e foi em cima disso que atuamos. Ligações telefônicas, trocas de conteúdo em aplicativos de mensagens, chamadas de vídeos das sedes das associações ou de parceiros, usamos os recursos disponíveis para acompanhar o cultivo do fruto e garantir o diálogo constante diminuindo a sensação da distância”, lembra.  

    Nos últimos dias os treinamentos foram redobrados, conta o agrônomo. O foco é garantir a colheita da safra dentro dos protocolos de rastreabilidade utilizados pela Coca-Cola Brasil. Durante duas semanas, os produtores participaram de treinamentos da rastreabilidade. “O processo de rastreabilidade tem o objetivo de garantir a origem de produtos ao longo de cadeias produtivas por meio de registros das atividades, fichas de campo, planilhas ou outros métodos para informar a procedência e locais de transformação do produto até seu destino na indústria do produto final”, explica Santos.

    *Com informações da assessoria

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