Comércio


Vendas do comércio desaceleram e caem 2,5% no Amazonas

O resultado é referente ao mês de setembro e contrapõe-se aos últimos quatro meses, que apresentaram taxas positivas

O resultado mostra uma desaceleração frente às altas dos meses anteriores
O resultado mostra uma desaceleração frente às altas dos meses anteriores | Foto: Lucas Silva

Manaus - Com a queda de 2,5% em setembro, o patamar do comércio varejista amazonense, que havia atingido nível recorde em julho, desacelera e volta a um patamar pouco abaixo do que estava antes das paralisações por conta da pandemia da Covid-19. Mesmo com taxas positivas consecutivas desde o maio, as vendas caíram no estado, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mostra uma desaceleração frente às altas dos meses anteriores – agosto (0,7%), julho (5,4%), junho (34,5%) e maio (12,4%) - contudo, na comparação com setembro de 2019, o comércio amazonense cresceu 13,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

No cenário nacional, as vendas do varejo também desaceleraram frente a agosto, no entanto, ao contrário do que houve no comércio amazonense, a variação brasileira manteve-se positiva (0,6%). Mas na variação acumulada no ano (janeiro a setembro), que compara o volume de vendas do período atual com o mesmo período do ano anterior, o Amazonas obteve o terceiro maior crescimento (5,7%), inferior apenas ao do Pará (7,2%) e igual ao do Maranhão (5,7%).

Segundo o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba David, a atividade comercial no estado acabou sendo atingida pela falta de abastecimento, que ainda é uma realidade em meio à pandemia. “A falta de insumos tem atrasado a produção industrial e, consequentemente, o desabastecimento do comércio”, esclarece.

David também salienta que, justamente por conta desse cenário ainda crítico, o crescimento para o segmento no final do ano será tímido. “Nossas expectativas estão em um aumento bem menor do que o esperado, de quando ainda estávamos apresentando um crescimento consecutivo”, explica.

Receita nominal

Em setembro, a receita nominal de vendas do comércio varejista amazonense foi de 0,1%, frente a agosto. Apesar do resultado negativo, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a receita da atividade varejista no Amazonas alcançou 21,1%.  Contudo, segundo o IBGE, é importante lembrar que a receita nominal não sofre a influência da inflação em seu cálculo.               

Comércio Ampliado

De acordo com a pesquisa, Comércio Ampliado é o comércio normal mais a comercialização de automóveis, peças e material de construção. Em setembro, o volume de vendas deste segmento foi de 0,7%, frente a agosto na série com ajuste sazonal, no Amazonas. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, um crescimento de 21,3% foi observado no estado.

*Com dados do IBGE

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