Desemprego


Em 2019, 13,9% da população estava desocupada no Amazonas

Houve ainda crescimento percentual de pessoas sem carteira assinada e de trabalhadores por conta própria

| Foto: Lucas Silva

Manaus - O equivalente a 267 mil pessoas (13,9%)  estavam desocupadas no estado do Amazonas, em 2019.  Além disso, 566 mil pessoas (27,0%) eram subutilizadas, ou seja, trabalhavam menos horas do que gostariam. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais – 2020, uma análise das condições de vida da população brasileira., divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, em 2019, existiam 2 milhões e 995 mil amazonenses (64,0%) em idade para trabalhar (acima de 14 anos). Destes, 1 milhão e 651 mil (55,1%) estavam ocupados (tinham emprego), sendo que 653 mil (39,5%) tinham trabalhos formais; e 267 mil pessoas (13,9%) estavam desocupadas (desempregadas).

Além disso, 566 mil pessoas (27,0%) eram subutilizadas, ou seja, trabalhavam menos horas do que gostariam. Observou-se também que a taxa de desocupação do Amazonas, de 13,9%, era superior a nacional, de 11,7%, e também superior à taxa da região Norte (11,6%).

Houve ainda crescimento percentual de pessoas sem carteira assinada e de trabalhadores por conta própria, que em 2018, eram 18,6% e 33,2%, respectivamente, e em 2019, eram 19,7% e 33,8%, respectivamente. Em 2012, por sua vez, o percentual de pessoas sem carteira assinada era ainda maior 21,0%, mas o percentual de pessoas trabalhando por conta própria era menor, 28,5%.

Desigualdades por sexo ou cor ou raça

O mercado de trabalho ainda tem muitas desigualdades para pretos ou pardos, mulheres e jovens. No Amazonas, em 2019, enquanto os brancos recebiam em média R$ 2.349, os pretos e pardos recebiam R$ 1.560; e enquanto os homens recebiam em média R$ 1.746, as mulheres recebiam R$ 1.590. Numa comparação entre as faixas etárias, o grupo de 60 anos ou mais recebia R$ 2.753 enquanto o grupo de 14 a 29 anos recebia R$ 1.124.

Em Manaus, as desigualdades se mantêm ou são ainda maiores. Enquanto os brancos recebiam em média R$ 2.652, os pretos e pardos recebiam R$ 1.929; e enquanto os homens recebiam em média R$ 2.268, as mulheres recebiam R$ 1.824. Numa comparação entre as faixas etárias, o grupo de 60 anos ou mais recebia R$ 4.175 enquanto o grupo de 14 a 29 anos recebia R$ 1.317.

*Com informações do IBGE

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