Renda


Quase metade da população do Amazonas vivia em extrema pobreza

O dado corresponde ao ano de 2019 e representa o maior percentual entre todas as unidades da federação, com 47,4%

Além desse dado, de 2019, o Amazonas é a quarta unidade da federação com maior desigualdade na distribuição de renda
Além desse dado, de 2019, o Amazonas é a quarta unidade da federação com maior desigualdade na distribuição de renda | Foto: Lucas Silva

Manaus – Durante o ano de 2019, 47,4% da população amazonense tinham rendimento domiciliar per capita de menos de US$ 5,5 PPC, portanto, estavam na linha internacional da extrema pobreza, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual, que é o maior entre todas as unidades da federação, aumentou em relação a 2018, quando 45,7% estava nessa condição no estado.

Anteriormente, no ano de 2014, o Amazonas chegou a atingir o menor percentual de população na extrema pobreza, com 41,7%.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2019 (PNAD), além desse percentual, 14,4% da população do Amazonas tinha rendimento de menos de US$ 1,9 PPC, e 27,0% da população, rendimento de menos de US$ 3,2 PPC. Todos esses percentuais cresceram de 2018 para 2019, indicando aumento da pobreza no estado.

Desigualdade social

Atualmente, no Índice de Gini, que é um importante indicador da desigualdade no mundo, o Amazonas é a quarta unidade da federação com maior desigualdade na distribuição de renda. Nacionalmente, o Brasil permanece como um dos países mais desiguais quando se trata da distribuição de renda entre seus habitantes.

Numa escala em que que varia de 0 (perfeita igualdade) a 1 (desigualdade máxima, situação em que um indivíduo receberia toda a renda de uma economia), o índice de Gini do estado foi de 0,568, ficando como o quarto mais alto do país. Ou seja, indica maior desigualdade da população, menor apenas que o índice de Sergipe (0,580), Roraima (0,576) e Pernambuco (0,573).

Condições de moradia

No Amazonas, em 2019, a proporção de 12,5% das pessoas residiam em domicílios em que não havia banheiro exclusivo. Além disso, a proporção de 2,7% das pessoas residiam em casas cujas paredes externas eram construídas predominantemente com materiais não duráveis; a proporção de 3,6% tinham ônus excessivo com aluguel; 19,9% não tinham o documento de comprovação da propriedade; 19,2% tinham adensamento excessivo, e 40,2%, tinham ao menos uma inadequação nas condições de moradia.

Em Manaus, essas proporções foram, respectivamente, de 1,3%, 1,5% e 5,7%, 11,0%,16,4% e 29,7%.

Ainda em relação às condições de moradia, 57,2% da população do Amazonas não tinha acesso a esgotamento sanitário; 27,8% não eram atendidos com abastecimento de água por rede; e 18,8% não tinham coleta de lixo. Em Manaus, essas proporções foram, respectivamente, de 30,1%, 14,8% e 2,6%.

*Com informações do IBGE

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