Dólar


Dólar fecha quase estável, mas acumula alta na semana

Moeda norte-americana terminou o dia em queda de 0,07%, cotada a R$ 5,4736

Com isso, o dólar acumulou alta de 1,51% na semana, e queda de 4,61% no mês até o momento
Com isso, o dólar acumulou alta de 1,51% na semana, e queda de 4,61% no mês até o momento | Foto: Ione Moreno

O dólar fechou praticamente estável nesta sexta-feira (13), em mais uma sessão de volatilidade, mas encerrou a semana com avanço ante o real, em meio às preocupações com o aumento de casos de coronavírus no mundo e risco de uma segunda onda mais forte de Covid-19.

A moeda norte-americana terminou o dia em queda de 0,07%, cotada a R$ 5,4736. Na máxima ao longo do dia, chegou a R$ 5,5262 e, na mínima, recuou a R$ 5,4465. Veja mais cotações.

Com isso, o dólar acumulou alta de 1,51% na semana, e queda de 4,61% no mês até o momento. No ano, tem alta de 36,51%.

Cenário

Nos mercados globais, permaneceram as preocupações em torno da evolução da pandemia de coronavírus e risco de uma segunda onda mais forte de contaminações. O temor dos investidores é de que medidas para contenção da pandemia nas principais economias do mundo, como nos Estados Unidos e na Europa, possa minar a recuperação econômica diante de uma forte recessão.

A economia da zona do euro saltou um pouco menos do que inicialmente informado no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, mostrou nesta sexta-feira a agência de estatísticas da União Europeia. O PIB da região cresceu 12,6% em comparação ao trimestre anterior, levemente inferior aos 12,7% estimados anteriormente.

Para o economista-chefe da Capital Economics na Europa, Andrew Kenningham, a recuperação do terceiro trimestre será parcialmente revertida no quarto trimestre por causa da segunda onda da covid-19 no continente. "O PIB na Holanda ficou apenas 3% abaixo do nível do quarto trimestre de 2019, ao passo que ficou mais de 9% abaixo desse nível na Espanha, que teve de longe o pior desempenho”, escreveu.

Por aqui, o Banco Central mostrou que o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com o período de abril a junho de 2020, indicando a saída da país da chamada "recessão técnica".

"No mês, a produção industrial e os serviços surpreenderam positivamente, enquanto o comércio teve variação abaixo do esperado (ainda que positiva). Com a divulgação de hoje, o índice permanece -2.5% abaixo do nível registrado em fevereiro", destacou em nota a clientes Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco Modalmais.

O banco Itaú melhorou nesta sexta suas projeções de crescimento do PIB do Brasil, de -4,5% para -4,1% este ano e de 3,5% para 4,0% para 2021.

No cenário doméstico, permaneceram ainda as preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.

Na véspera, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta que, se houver uma segunda onda de casos de Covid-19 no país, a prorrogação dos pagamentos do auxílio emergencial será "uma certeza". Segundo ele, este não é o "plano A" do governo, mas a medida pode ser tomada como forma de "reagir".

O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar em 2020 ante o real.

*Com informações do G1

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