Premiação


Prêmio Qualidade Amazonas (PQA) começa com 7 finalistas

Até esta quarta-feira (18), 21 organizações finalistas vão apresentar aos juízes do PQA seus relatórios nas modalidades Gestão e Processo

A premiação é promovida há 27 anos pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM)
A premiação é promovida há 27 anos pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) | Foto: Divulgação

Com a apresentação do modelo de gestão do 1º Batalhão de Comunicações de Selva, órgão ligado ao Comando Militar da Amazônia (CMA), teve início nesta segunda-feira (16) a 21ª Mostra de Gestão e Melhorias Para Qualidade, no Auditório da Suframa, sem a presença de público, mas com transmissão ao vivo pela internet. Até esta quarta-feira (18), 21 organizações finalistas vão apresentar aos juízes do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA) seus relatórios nas modalidades Gestão e Processo.

Promovido há 27 anos pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), por meio de seu Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), o PQA acontece em 2020 com as mudanças já previstas nos protocolos de segurança, em especial o distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias. Além de só permitir a entrada da equipe na hora da apresentação, na Mostra, este ano não haverá o tradicional “Qualishow”, a festa de entrega das premiações. De acordo com a coordenadora do PQA, Erlen Montefusco, tanto as indústrias quanto as organizações públicas inscritas no Prêmio encararam a pandemia de forma bastante proativa, corajosa e criativa. O evento ainda teve 26 inscritos.

Primeira das sete organizações militares finalistas da modalidade Gestão a apresentar seu relatório, nesta segunda-feira pela manhã, o 1º Batalhão de Comunicações de Selva (1º B COM SL), de acordo com seu comandante, o Coronel Alexandre Santana Moreira, trabalhou consciente de que a busca da excelência vem contribuindo para a operacionalidade e o cumprimento da Missão da instituição, instalada em Manaus há 51 anos. Como resultado, a organização registra um algo grau de satisfação e maior envolvimento dos militares nas campanhas da sociedade.

Na relação com a sociedade, o comandante deu ênfase ao Projeto Carbono Zero, por meio do qual busca mitigar os resultados da emissão de carbono na atmosfera, participando de campanhas envolvendo plantio de árvores, além de ter criado programas de coleta seletiva de lixo, coleta de óleo e lixo digital.

Outro resultado da gestão considerado satisfatório pelo comando, na área orçamentária e financeira, é a diminuição acentuada do percentual inscrito em restos a pagar por meio do controle de crédito e da execução orçamentária de alto nível. De acordo com o gráfico apresentado pelo Coronel Moreira, o percentual de restos a pagar que chegava a 21%, em 2017, caiu para 12% no ano seguinte, e chegou a 9% em 2019. A meta agora é chegar a pelo menos 8% neste ano.

Modalidade Processo  

Uma das indústrias de grande porte a conquistar, no ano passado, o troféu Ouro na modalidade Processo, a Semp TCL Indústria e Comércio de Eletroeletrônicos S.A., apresentou seu projeto entre as finalistas nesse primeiro dia da mostra sobre o trabalho para aumentar a capacidade produtiva no processo de teste na linha de Wi-Fi.

Fabricante de televisores e condicionadores de ar, com duas plantas no Polo Industrial de Manaus, a Semp TCL conseguiu com o projeto, uma redução do tempo unitário de testes e do índice de falhas, o que representou ganhos financeiros anuais para a empresa de R$ 80 mil. Com relação ao tempo médio de teste, a previsão no projeto era uma redução de 40%, e a equipe alcançou 46%.

“A partir do início do projeto aumentamos o percentual de inspeção para proporcionar maior confiabilidade nos produtos liberados ao mercado, consequentemente assegurando ao cliente final o melhor índice de qualidade”, disse Haroldo de Oliveira, da Gestão de Manufatura e Otimização de Processos, que apresentou o projeto junto com José Vicente Júnior, do setor de Manutenção Industrial.

Ainda na parte da manhã desta segunda-feira, na categoria Média Indústria, a HDL da Amazônia – Grupo Legrand, apresentou seu projeto para reduzir o custo da não qualidade da família de porteiros eletrônicos. A meta estabelecida pela equipe era, no final do processo, conseguir uma redução de 53%, baixando esse custo de 0,64% para 0,30%, mas o resultado foi além: 57%, o que representou para a empresa uma economia de R$ 77 mil.

 Sony busca o ouro

A empresa japonesa Sony deu a largada nas apresentações da parte da tarde, no primeiro dia da Mostra de Gestão e Melhorias para Qualidade. Apostando na melhoria de qualidade no processo de produção do painel LCD, a empresa tenta manter a evolução com os projetos, que na última edição do PQA, rendeu o troféu ouro na categoria Média Indústria.

Com produção na linha de produtos de TV e mini systems, na fábrica de Manaus, sendo reconhecida pela alta qualidade dos produtos e pela inovação, a empresa aponta para o fechamento das suas atividades no estado, anunciado para março de 2021, com melhorias e redução no custo com reparo no processo de produção dos painéis de LCD. A ideia, segundo apresentado pelo coordenador de produção da Sony, Ewerton Oliveira, é se adequar à meta global das fábricas da Sony, reduzindo de 15.979 ppm para 2.200 ao mês, representando 86% de redução, no período de 6 meses.

“Desta forma, o projeto visa converter o valor excedente à meta de R$ 23.829,68 em ganho através dos resultados obtidos decorrentes da tomada de ação”, disse ele. A melhoria principal, segundo  relatado pela equipe na apresentação do projeto, foi dentro do processo da embalagem, onde o principal fator a se adequar é o ambiente, principalmente para evitar a contaminação na tela mantendo livres de impurezas e de pequenas partículas para evitar os defeitos.

Com a implantação do projeto, o resultado, devido a quantidade de defeitos no processo de produção de painel LCD para responsabilidades por área, melhorou significativamente. Segundo Oliveira, houve redução relevante no custo de reparo no processo de produção do painel LCD com ganho de R$ 15.113,12.

As empresas Musashi da Amazônia e Aliança Francesa participaram pela primeira vez com projetos no PQA, em busca de melhorias nos seus processos. Produzindo componentes mecânicos e conjuntos de transmissão para veículos de duas rodas, a Musashi apresentou projeto para melhorias na automatização do controle de dados de eficiência da produção.

A instituição de ensino de língua francesa, apostou no projeto ligado ao teste de proficiência em diferentes níveis da língua francesa e no diploma aprofundado de ensino da língua. Para encerrar o primeiro dia das apresentações da 21ª Mostra, a veterana Flextronics da Amazônia, apresenta projeto em busca da redução de perdas no processo produtivo mobile.

Terça-feira, 17

Acompanhe as empresas que estarão na programação desta terça-feira (17) na transmissão on-line na página do PQA no YouTube (www.youtube.com/PQAAmazonas):

 9h- Comissão Regional de Obras da 12ª Região Militar

9h50- Yamaha Motor Componentes da Amazônia Ltda

10h30- Yamaha Motor da Amazônia Ltda

11h10- 12ª ICFEX- Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército

14h- Seripa VII - Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos

14h50- Águas de Manaus- Projeto de Melhorias

15h30- Águas de Manaus- Projeto de Inovação

*Com informações da assessoria


Leia mais: 

Bioeconomia foi tema-chave em encontro estratégico na Suframa

No AM, indústria cresce 5,8% e recupera patamar pré-pandemia

Com a recessão na Argentina, queda de 34,11% atinge exportações na ZFM