Fraude no Brasil


Mapa proíbe venda de 9 marcas de azeite de oliva no Brasil, veja quais

Os investigados criavam as marcas, supostamente importadas, e colocavam para venda no mercado nacional

O Ministério orienta que os estabelecimentos que tenham as marcas de azeites de oliva informem para as superintendências Federais de Agricultura nos estados
O Ministério orienta que os estabelecimentos que tenham as marcas de azeites de oliva informem para as superintendências Federais de Agricultura nos estados | Foto: Reprodução Pixabay

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comunicou a Associação Brasileira de Supermercados ABRAS a proibição de comercialização de nove marcas investigadas como fraudados e falsamente declarados como azeite de oliva extra virgem. 

Os produtos devem ser retirados dos mercados. Segundo a investigação, os produtos vendidos como azeite de oliva extra virgem eram, na verdade, óleo de soja. 

“A adulteração e falsificação de azeite de oliva não se trata exclusivamente de fraude ao consumidor, mas de crime contra a saúde pública”, declara o coordenador-geral de Qualidade Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Hugo Caruso.

As marcas sob investigação, que seriam rótulos fictícios, são: Casalberto, Conde de Torres, Donana (Premium), Flor de Espanha, La Valenciana, Porto Valência, Serra das Oliveiras, Serra de Montejunto e Torezani (Premium). 

A ação do Mapa decorre da investigação realizada pela Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Decon (Delegacia de Defesa do Consumidor), que desarticulou, na última semana, uma organização criminosa especializada na falsificação de azeites. 

O Ministério orienta que os estabelecimentos que tenham as marcas de azeites de oliva sob suspeita de fraudes em estoque ou expostos à venda que informem imediatamente, junto às Superintendências Federais de Agricultura nos estados, o volume de produto e o plano de destruição da mercadoria junto à empresa habilitada por órgão estadual de meio ambiente ou recicladora de óleos e embalagens. 

O descumprimento à proibição poderá acarretar multa ao detentor da mercadoria, denúncia ao Ministério Público Federal para eventual responsabilização civil e criminal e formalização de Boletim de Ocorrência à Polícia Civil indicando o responsável do estabelecimento comercial.

*Com informações do MAPA

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