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    Empregabilidade


    Taxa de desemprego passa de 13,3% para 14,6% no Brasil, diz IBGE

    Mais de 1,3 milhão de desempregados entraram na fila em busca de um trabalho no país

    A taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais
    A taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais | Foto: Divulgação

    Brasil - Segundo dados do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),a taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,6% no terceiro trimestre do ano, o que representa alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, quando ficou em 13,3%.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) e fazem referência a maior taxa da série histórica, que começou em 2012, e corresponde a 14,1 milhões de pessoas.

    De acordo com a a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, mais de 1,3 milhão de desempregados entraram na fila em busca de um trabalho no país entre o período de julho a setembro deste ano. 

    Ainda conforme o estudo, a taxa de desocupação cresceu em dez estados e manteve a estabilidade nos demais. Os maiores índices foram registrados na Bahia (20,7%), Sergipe (20,3%) e Alagoas (20,0%). Santa Catarina (6,6%) teve o menor índice.

    Segundo o IBGE, os maiores crescimentos da taxa de desocupação foram registrados na Paraíba (4 pontos percentuais), Amapá (3,8 pontos) e Pernambuco (3,8 pontos).

    Para Adriana Beringuy, analista da pesquisa, esse aumento no desemprego reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. Segundo ela, houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no terceiro trimestre. 

    “Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurar trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente em busca de uma ocupação”, observou.

    Ocupação

    O contingente de ocupados caiu 1,1% na comparação com o segundo trimestre, somando 82,5 milhões de pessoas. Esse, para o IBGE, é o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. 

    A pesquisa apontou uma retração de 883 mil pessoas, o que resultou em um nível de ocupação de 47,1%, que também é o menor da série e significa recuo de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,9%). Conforme os dados do IBGE, desde o trimestre encerrado em maio, o nível de ocupação está abaixo de 50%, “o que aponta que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”.

    Segundo Adriana Beringuy, todas as categorias perderam ocupação. Além disso, o número de pessoas com carteira assinada caiu 2,6% no terceiro trimestre na comparação com o anterior. A perda é de 788 mil postos, alcançando 29,4 milhões de empregados com carteira assinada no país.

    Carteira assinada

    No terceiro trimestre, o percentual das pessoas com carteira de trabalho assinada atingiu 76,5% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (90,5%), no Paraná (85,1%), no Rio Grande do Sul (84,3%) e em São Paulo (82,3%). Os menores, no Maranhão (51,3%),  Pará (53,9%) e Piauí (54,1%).

    Informalidade

    A taxa de informalidade ficou em 38,4% no trimestre encerrado em setembro. O percentual equivale a 31,6 milhões de pessoas sem carteira assinada, que são empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos, sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, o percentual era de 36,9%.

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