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    Juros


    Banco Central mantém taxa básica de juros em 2%

    Ä decisão do Banco Central em manter a taxa de juros a 2% veio mesmo em um cenário de alta na inflação dos últimos meses

    A taxa Selic segue então no menor patamar da série histórica.
    A taxa Selic segue então no menor patamar da série histórica. | Foto: Agência Brasil

    Brasília (DF) - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (9) manter pela terceira vez a taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano. Essa foi a última reunião do ano do Copom. A taxa Selic segue então no menor patamar da série histórica. 

    A definição da taxa de juros acontece mesmo em meio à alta dos preços. Em novembro, o IPCA, índice considerado a inflação oficial do país, somou 0,89%.

    Nos últimos doze meses até novembro, a inflação foi de de 4,31%, acima do centro da meta de inflação para este ano, de 4%.

    Por que a inflação tem aumentado?

    A inflação tem disparado principalmente em razão do aumento dos preços dos alimentos. Segundo analistas, isso decorre da disparada do dólar, que incentivou os produtores a aumentarem as exportações, reduzindo, assim, a oferta de produtos no mercado interno, além do pagamento do auxílio emergencial pelo governo, o que estimulou o consumo.

    Previsão futura

    Na visão dos economistas dos bancos, a alta da inflação e a falta de clareza sobre o controle dos gastos públicos deverão levar ao aumento da taxa de juros em 2021.

    De acordo com pesquisa realizada pelo BC na semana passada, o mercado financeiro prevê manutenção da taxa Selic no atual patamar de 2% ao ano até julho de 2021.

    A partir de agosto do ano que vem, entretanto, os economistas estimam início do processo de alta da Selic. Pelas estimativas, a taxa avançaria para 2,25% ao ano em agosto de 2021, para 2,5% em setembro, para 2,75% ao ano em outubro e para 3% ao ano em dezembro do próximo ano.

    Relatório Focus

    A expectativa do mercado, mostrada pelo boletim Focus é que a inflação termine o ano em 4,21%. Na última reunião do Copom, em outubro, essa projeção estava em 2,99%, o que mostra o impacto das seguidas altas no índice dos últimos meses.

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