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    Engajamento


    Empresas doam R$1,6 milhão para construção de usina de oxigênio no AM

    O grupo Juntos pelo Amazonas, composto por 15 empresas nacionais e multinacionais, fez parceria com a Fiocruz ao doar para o programa Unidos Contra a Covid-19

     

    A usina tem a capacidade de atender uma unidade hospitalar com 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento simultaneamente
    A usina tem a capacidade de atender uma unidade hospitalar com 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento simultaneamente | Foto: Divulgação

    Manaus – Com o aumento diário nos casos de Covid-19 e a falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, 15 empresas nacionais e multinacionais se solidarizaram e se uniram para amenizar os impactos da pandemia no Amazonas. Intitulado grupo Juntos pelo Amazonas, o conjunto de corporações fará uma doação para o programa Unidos Contra a Covid-19, iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no valor de R$ 1,6 milhão, para construir uma usina de oxigênio.

    Essa usina de produção de oxigênio deverá dar suporte aos hospitais públicos do Amazonas. A partir da busca da Fiocruz, em encontrar instituições que contribuíssem financeiramente para esse objetivo, as empresas aceitaram cooperar. Com a parceria, cinco usinas já foram doadas.

    “É de suma importância a união das esferas pública e privada para o fortalecimento das ações de combate à pandemia. Desta forma, a Fiocruz lança o programa Unidos contra a Covid-19, voltado a indivíduos e organizações interessados em dar sua contribuição neste momento de crise sanitária”, mostra o portal.

    Segundo a assessoria responsável por criar a ponte entre a instituição de pesquisa e as corporações, o valor de R$ 1, 6 milhão foi dividido igualmente entre as empresas, e será entregue à Fiocruz. A mesma será responsável pela instalação, logística e gestão da usina de oxigênio, que estará nos hospitais públicos do Amazonas.

    As empresas

    Empenhados no propósito humanitário, o grupo Juntos pelo Amazonas conta com a participação da Ambev, BNP Paribas, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo +Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha. A ação destas empresas conta com o apoio institucional da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), que auxiliou na criação do grupo.

    O compromisso das empresas no Juntos pelo Amazonas será com a doação dos recursos para as máquinas e acessórios da nova usina, que possui uma das mais avançadas tecnologias aplicadas a este tipo de equipamento e tem capacidade para atender uma unidade hospitalar com 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento simultaneamente.

    Crise sanitária

    Segundo a Fundação da Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), nos últimos 14 dias, o estado teve um crescimento de 135% no número de casos de Covid-19. Até o momento, 229 pacientes foram transferidos para hospitais em outros estados. Com a descoberta de uma nova variante do vírus, os casos têm aumentado.

    De acordo com o boletim do dia 24 de janeiro da FVS-AM, mais de 1,7 mil pessoas estavam nos hospitais internadas para tratar o vírus em todo o estado, mas com 249.713 casos confirmados até agora. O número de óbitos foi para 7.146. Em média, 50 pessoas por dia têm perdido a vida pela Covid-19 no Amazonas.

    Outras iniciativas

    Além de participar do projeto com outras companhias, a Petrobras tem fornecido apoio logístico para o transporte de um tanque criogênico da empresa White Martins, com capacidade de armazenagem de 90 mil Nm³ de oxigênio em estado líquido. Por meio fluvial, a multinacional enviou uma balsa para levar os cilindros de oxigênio vazios para ser recarregados e devolvidos em Manaus.

    Com saída no dia 23 de janeiro em Belém, a embarcação, de 500 toneladas, usada pela Petrobras para transporte de grandes equipamentos para a unidade de produção de petróleo e gás de Urucu, no Amazonas, ficará dedicada para a transferência de oxigênio a Manaus, de forma contínua, enquanto for necessário. O transporte fluvial permite movimentar volumes maiores de oxigênio em relação ao transporte aéreo.

     

    A Petrobras tem fornecido apoio logístico para o transporte de oxigênio
    A Petrobras tem fornecido apoio logístico para o transporte de oxigênio | Foto: Divulgação

    A doação de um novo modelo de ventilador pulmonar faz parte de outra iniciativa da empresa. Um total de 42 ventiladores pulmonares desenvolvidos pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Petrobras e Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), foram doados aos hospitais públicos de Manaus nesta semana. Batizado de “Inspire”, o novo modelo é de baixo custo, com tecnologia 100% brasileira, criado por uma equipe de engenheiros da universidade para suprir a necessidade emergencial de ventiladores durante a pandemia. 

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